quinta-feira, 14 de maio de 2015

Noite 7

Esta noite cheguei tarde. Não que haja horas definidas para me sentar e imaginar novamente o impossível. O impossível não se consigna ao cronológico, nem se espera que aconteça, imagina-se simplesmente. Quanto muito espera-se dele que não degenere. A propósito de degenerar, veio me à memória uma fragância intacta. O coração apertou-se de saudades. Foi uma pequena vitória.
As mudanças de humor têm-me entristecido a razão. Começam por volta da meia noite, é aí que me esqueço de mim por um minuto ou dois de cada vez. Mas eu sei que ela me observa, pelo menos a ideia vaga de si, nua, nos braços de alguém, ou sob as luzes escuras de uma rua que já não é.

Tenho tido visitas no blog a horas fora do comum, de pessoas fora do habitual. Quem quer que se entretenha com leituras de rabiscos diários, tem de certeza conceitos pervertidos do que vale a pena.

Foda-se que susto do caralho!! Passaram dois gajos por trás de mim sem que reparasse na sua chegada. Bêbados de merda, atrasadões mentais que me fizeram saltar do banco. Neste lugar, até os sustos são elegantes, até sobre isso há qualquer coisa romântica a acrescentar. Puta que pariu, estes cabrões iam-me provocando um enfarte!

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