sábado, 2 de maio de 2015

Bolsa de confissões para calibração de uma auto-estima de conforto

Sou um médico de arrumar no bolso de trás das calças. Jogo um jogo de computador compulsivamente com amigos virtuais tão idiotas como eu. Tenho medo de passear sozinho à noite, mas prefiro mil vezes estar sozinho do que acompanhado a fazer seja o que for. Sou a pessoa mais incoerente que conheço. Todas as decisões que tomo são em função do momento. Planeio tão à frente no tempo como planeava anteontem. Raramente consigo um sono reparador e ressono tanto como um gordo de 150 quilos. Às vezes vou à casa de banho e não lavo as mãos. Adoro gatos mas falta-me a paciência para criar uma relação com um. O meu humor é variável como o tempo nas mudanças de estação. Não acho graça a quase nada do que costuma fazer os outros rir, mas rio-me crónicamente às gargalhadas de coisas que nem consigo explicar. Só que para me rir, ao invés de chorar constantemente por tudo o que há de triste à minha volta, de há um ano a esta parte que dependo de escitalopram.

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