sexta-feira, 1 de maio de 2015

Jardins imaginários com sapos de verdade

Não há frase que descreva melhor Coimbra e o estado de espírito que me encaixa em Si. São jardins imaginários, desenhados pela força da fuga de ideias, onde passeio quando passeio pelo centro de Coimbra, no fim das tardes solarengas, hipnotizado pela Sua luz particular e pelo desenfrear corropiante de tanto jovem absorto, inútil e desocupado.
Passeio pelos bancos da praça, onde me sento apaixonado e apaixonante. Desfruto dessa que é a melhor sensação do mundo: estar sozinho, sentado, profundamente apaixonado por alguém que também está profundamente apaixonado por nós, e deixar escorrer os pensamentos todos na mesma direcção.
Coimbra é, de longe, tão longe quanto vai o meu conhecimento, o sítio do mundo com a luz de fim de tarde mais romântica que existe. É verdade que a extensão do meu conhecimento se vê à transparência, mas também não é mentira que tudo isto é tão imaginário como desadequado.
Quando encontrar alguém, é naquele velho banco de tantas memórias nostálgicas que me voltarei a sentar. Empurrarei o olhar para longe de tudo o resto, que os sapos de verdade mijam-nos nos olhos e eu, para o que tenho feito com a vida, não preciso de visão.

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