Ele tem uns businesses e ela uma montra de ideias soltas. Eu observo a situação com um misto de desresponsabilização e incredulidade.
A perversão emocional em que me envolvi já tem anos de evolução suficientes. Em parte foi culpa própria, outra parte da conjuntura, mas está tudo mais do que pago. Já só tenho trocos de moedas pequenas. Eu fumo, fumo muito, cada vez mais. Fumo projectos inacabados que se transformam em sonhos persecutórios que não quero ter. Mas acho que já chega, estou embriagado de não querer pensar mais nisto.
Não era preciso ser astrólogo, nem particularmente sobredotado, para prever o que iria acontecer.
Não há nenhuma rapariga que tenha estado apaixonada por mim a quem eu não seja indiferente, com um toque pessoal de desprezo pelo meio. Há, evidentemente, reflexões profundas a fazer. Preciso usar mais o passado para imaginar paixões futuras; e não para alimentar um circo de tragédias românticas no qual sou o único palhaço.
Esta noite vim tarde, as luzes da rua desligaram-se agora e eu apaixonei-me sozinho pela última vez.
Not my circus not my monkeys.
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