segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
5 de Dezembro de 2011
Perco a noção do ridículo quando admiro alguém com a razão de quem ama. Descalço-me do ego para me apaixonar. E quase tudo o que faço então é grotesco, quase tudo o que faço depois é cómico, é uma piscina de extravagâncias e uma sauna de exageros.
A paixão forte é um capricho de quem não tem problemas de fígado.
A paixão leve são dois 'shots' de vodka. Um para festejar e o outro para esquecer.
4 de Dezembro de 2011
Transita-me algures no corpo a sensação vaga mas firme de que sou constantemente observado pelas pessoas por quem estou apaixonado. Empresto-lhes uma omnipotência que nunca me conseguiram devolver. Persegue-me então a inconstância bipolar que envolve os sentimentos fortes.
Gostar de alguém porque se gosta mesmo de alguém, porque uma sensação vaga mas firme nos diz que gostemos de alguém, ajuda-me a estar em paz com o mundo, faz-me querer ser uma pessoa melhor. Todos queremos ser melhores quando somos observados.
Consumo muito menos pornografia quando estou apaixonado.
Gostar de alguém porque se gosta mesmo de alguém, porque uma sensação vaga mas firme nos diz que gostemos de alguém, ajuda-me a estar em paz com o mundo, faz-me querer ser uma pessoa melhor. Todos queremos ser melhores quando somos observados.
Consumo muito menos pornografia quando estou apaixonado.
As cartas... As cartas...
Escrever cartas não é uma forma de comunicação, é uma maneira saloia de estar sozinho. Mais que isso!, é uma maneira errada de estar sozinho. Das muitas que existem, das várias que conheço pessoalmente.
É uma parvoíce. Escrever, no geral, é uma parvoíce. Cartas muito mais. Arrependo-me sempre, embora com diferentes graus de certeza, de escrever o que quer que seja. Mas não tenho arrependimento maior e mais certo do que viver num mundo em que se escrevem cartas.
Vejo frustração nos carteiros e revolta nas caixas de correio. Os envelopes enojam-me e os selos pesam-me perto da alma.
Não volto a escrever uma carta que não seja para enviar em branco, como o que sinto, quando me sinto sozinho.
Hoje escrevi mil cartas. Vou telefonar ao destinatário a avisar que enviei e a perguntar se recebeu.
É uma parvoíce. Escrever, no geral, é uma parvoíce. Cartas muito mais. Arrependo-me sempre, embora com diferentes graus de certeza, de escrever o que quer que seja. Mas não tenho arrependimento maior e mais certo do que viver num mundo em que se escrevem cartas.
Vejo frustração nos carteiros e revolta nas caixas de correio. Os envelopes enojam-me e os selos pesam-me perto da alma.
Não volto a escrever uma carta que não seja para enviar em branco, como o que sinto, quando me sinto sozinho.
Hoje escrevi mil cartas. Vou telefonar ao destinatário a avisar que enviei e a perguntar se recebeu.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Pinky promise - 22.05.2012
I pinky promise to treat you like the princess i've ever wanted in my life.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Forever...
... and ever, let's make this last forever!
Forever and ever, let's make this last forever!
Forever and ever, let's make this last forever!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
... ii
I'm not sleepy, and there's no place i'm going to...
Pelo menos por enquanto. Não, que esta falta de sentido é incomparavelmente menor que esta cobardia...
Pelo menos por enquanto. Não, que esta falta de sentido é incomparavelmente menor que esta cobardia...
sábado, 2 de junho de 2012
Pentelho
Pentelho (nem sei se com e se com i, mas para agora é irrelevante).
A felicidade invulgar que esta palavra me transmite ao pensar nela é das poucas coisas que ninguém pode viver por mim, e muito menos compreender.
Pentelho. Pentelho. Pentelho. Pentelho. Pentelho. Infinitos pentelhos para a eternidade.
A felicidade invulgar que esta palavra me transmite ao pensar nela é das poucas coisas que ninguém pode viver por mim, e muito menos compreender.
Pentelho. Pentelho. Pentelho. Pentelho. Pentelho. Infinitos pentelhos para a eternidade.
2 de Maio de 2012
Eu não escrevo, eu não quero escrever.
Toda a parte de mim que escreve é vontade de estar vivo. Ou é uma forma extenuante de paciência que me começa a passar ao lado.
Toda a parte de mim que escreve é vontade de estar vivo. Ou é uma forma extenuante de paciência que me começa a passar ao lado.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Quando se gosta,
gosta-se. E há uma falta de ar nas pernas e enche-se o peito de cansaço e o mundo é do avesso.
Quando se gosta, gosta-se. E corre-lhe nas veias esperança igual.
É um truque de magia conhecido de todos. É uma ilusão de óptica. É uma sensação qualquer ludibriada.
É um embuste mascarado de desespero.
Quando se gosta, gosta-se. E corre-lhe nas veias esperança igual.
É um truque de magia conhecido de todos. É uma ilusão de óptica. É uma sensação qualquer ludibriada.
É um embuste mascarado de desespero.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
10 de Dezembro de 2011
Encantam-me, falo de deslumbramento até, as coisas simples que as pessoas de quem gosto fazem de forma natural. Aquelas que não se pensam nem se controlam. Aquelas... as espontâneas.
Renasce-me, ao observá-las, uma admiração fulgente pelo primitivo, e uma atracção insana pelo elementar. Admiro-lhes o que é diferente, sim, mas também os alicerces que o sustentam.
É difícil que em mim alguém se construa apenas de pirâmides enigmáticas ou de castelos de cartas ocultas. Eu gosto porque sim, porque essa é a minha maneira favorita de gostar. Se há, por um lado, o fascínio frágil pelo original, há, por outro, o magnetismo enérgico pela virtude íntegra do ordinário.
Hoje, foi porque sabe ler, tão só.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Vou deixar de fumar.
Não quero que tenhas um cancro do pulmão! Ouviste? Não me fodas!
Não me fodas!
Sim, tu!
Não me fodas!
Sim, tu!
Sem-abrigo
O homem não tem o que fazer ao tempo ou às notícias de jornal. Nem à camisola azul de todos os dias, que diz "Pall Mall" num quadrado vermelho.
Existi-lo incomoda-me o espaço. Fico-lhe um pouco mais ridículo de cada vez que o vejo. A ele e ao que lhe não é. Quase tudo o resto, portanto, excluindo o acima enumerado.
Existi-lo incomoda-me o espaço. Fico-lhe um pouco mais ridículo de cada vez que o vejo. A ele e ao que lhe não é. Quase tudo o resto, portanto, excluindo o acima enumerado.
sábado, 31 de março de 2012
"(Baby) You know that we can do it from the start
(Baby) Yeah, I can heal and mend your broken heart
(Baby) Yeah, I can heal and mend your broken heart
Give me the chance, love."
Now this time lets not fuck it all up just because.
(Baby) Yeah, I can heal and mend your broken heart
Give me the chance, love."
Now this time lets not fuck it all up just because.
BS III
"Passam casais futuros, passam os pares das costureiras, passam rapazes com pressa de prazer, fumam no seu passeio de sempre os reformados de tudo, a uma ou outra porta reparam em pouco os vadios parados que são donos das lojas. Lentos, fortes e fracos, sonambulizam em molhos ora muito ruidosos ora mais que ruidosos. Gente normal surge de vez em quando. (...)
Passa tudo isso, e nada de tudo isso me diz nada, tudo é alheio ao meu destino, alheio até, ao destino próprio (...) salada colectiva de vida."
Passa tudo isso, e nada de tudo isso me diz nada, tudo é alheio ao meu destino, alheio até, ao destino próprio (...) salada colectiva de vida."
Aquele momento desesperante em que se quer voltar atrás no tempo
e, por muito que se cerre os olhos, não funciona. O tempo não deixa. Cabrão!
sexta-feira, 30 de março de 2012
BS II
"O patrão Vasques. Lembro-me já dele no futuro com a saudade que hei-de ter então. Estarei sossegado numa casa pequena nos arredores de qualquer coisa, fruindo um sossego onde não farei a obra que não faço agora, e buscarei, para continuar a não ter feito, desculpas diversas daquelas em que hoje me esquivo a mim. Ou estarei internado num asilo de mendicidade, feliz da derrota inteira , misturado com a ralé dos que se julgaram génios e não foram mais que mendigos com sonhos, junto com a massa anónima dos que não tiveram poder para vencer nem renúncia larga para vencer do avesso."
Putas!
Gostar de alguém sem ser correspondido e o carreiro de formigas que tenho na cozinha são os dois primeiros flagelos da humanidade. A Fome, a Guerra, o Cancro e a Sida são parvoíces que, muito sinceramente, já me começam a irritar.
BS
"Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, aliás, a única que há. E capricho, às vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vómito para aliviar a vontade de vomitar."
Sr. Joaquim
Ao fundo da rua vive um velhinho que não é simpático nem antipático. Demora dez minutos a pôr o carro na garagem. Não é um atributo que o defina, mas é o que toda a gente diz sobre ele. E que é o sr. Joaquim.
O sr. Joaquim, que não é simpático nem antipático, aquele, que demora dez minutos a pôr o carro na garagem, costuma estar cá fora a regar as flores do jardim. Lentamente, que o reumático, o lumbago e o parkinson impedem que se reguem as flores de forma desembaraçada. A mulher, a dona Agostinha, senta-se à janela sem pensar em nada, que o alzheimer ou a velhice ou a fraqueza não deixam que se pense nalguma coisa.
Eu passei apressado, às costas com o contentor emocional que me proíbe de escolher uma música no mp3. As flores riram-se às gargalhadas. O reumático e o lumbago e o parkinson e o alzheimer e a velhice e a fraqueza também. Eles é que têm razão.
O sr. Joaquim era o meu barbeiro quando eu era pequenito e usava cabelinho à foda-se.
O sr. Joaquim, que não é simpático nem antipático, aquele, que demora dez minutos a pôr o carro na garagem, costuma estar cá fora a regar as flores do jardim. Lentamente, que o reumático, o lumbago e o parkinson impedem que se reguem as flores de forma desembaraçada. A mulher, a dona Agostinha, senta-se à janela sem pensar em nada, que o alzheimer ou a velhice ou a fraqueza não deixam que se pense nalguma coisa.
Eu passei apressado, às costas com o contentor emocional que me proíbe de escolher uma música no mp3. As flores riram-se às gargalhadas. O reumático e o lumbago e o parkinson e o alzheimer e a velhice e a fraqueza também. Eles é que têm razão.
O sr. Joaquim era o meu barbeiro quando eu era pequenito e usava cabelinho à foda-se.
Ele não podia dizer que não voltaria a acontecer,
E depois disse que não voltaria a acontecer.
Pediu desculpa e, com sono, foi dormir os sonhos que ainda havia por sonhar.
Pediu desculpa e, com sono, foi dormir os sonhos que ainda havia por sonhar.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Ele fez tudo como se o Sol lhe tivesse dito que não voltaria a nascer,
ou como se fosse a última vez na vida que estaria apaixonado.
O dia seguinte amanheceu chuvoso e sozinho. Cego, ponderou a roupa que iria vestir. Depois de espreitar à janela, desceu o prédio e atravessou a estrada fora de sítio.
O dia seguinte amanheceu chuvoso e sozinho. Cego, ponderou a roupa que iria vestir. Depois de espreitar à janela, desceu o prédio e atravessou a estrada fora de sítio.
Lição nº ...
Ontem cheguei à conclusão que as pessoas a quem eu tenho o direito de mentir não têm o direito de me chamar mentiroso.
5 de Março de 2012
Adoro pisar gravilha e sentir o barulho das pedras em movimento. Passar por entre carros de um estacionamento e imaginar corpos lá dentro. Olhar pela porta de um supermercado fechado e ver pessoas realmente úteis a trabalhar. Atravessar uma ponte pedestre que cruza a estrada e atrever-me a considerações mórbidas. Tocar notas musicais na cabeça e não fazer ideia do que são. Ser mais um no cemitério dos que ainda estão vivos.
domingo, 25 de março de 2012
Cabelinho à foda-se
Rio-me, sempre com a mesma intensidade bacoca, da imprecisão ilustrativa desta expressão. Acho que ninguém sabe bem o que é um "cabelinho à foda-se". Mas que é uma expressão ridiculamente engraçada, nisso havemos de concordar que sim!
Às vezes penso que sou mais inteligente que uma cabeça de alfinete.
Que raio, elas nem conseguem convergir o olhar!
Às vezes penso que não tenho sequer a inteligência de uma cabeça de alfinete. Depois, em própria defesa, odeio todas as cabeças de alfinete que existem. E fico feliz, porque tenho um motivo válido para odiar alguma coisa. Convicto de que até no ódio há burocracia e regras parvas a seguir.
Às vezes penso que não tenho sequer a inteligência de uma cabeça de alfinete. Depois, em própria defesa, odeio todas as cabeças de alfinete que existem. E fico feliz, porque tenho um motivo válido para odiar alguma coisa. Convicto de que até no ódio há burocracia e regras parvas a seguir.
Ele sabia que no final não teria existido
.
E acrescentou um ponto final, para que pelo menos se tratasse de uma inexistência gramaticalmente correcta.
E acrescentou um ponto final, para que pelo menos se tratasse de uma inexistência gramaticalmente correcta.
Tabaco
Divido os cigarros em dois tipos. Os que fazem mal e os que perdem a ponta. Os segundos são ridículos, os primeiros fazem mal. Para além disso tenho sede...
16 de Outubro de 2011
O problema é que sou demasiado ingénuo. Vou entrar agora na minha máquina do tempo... E os botões perversos da minha felicidade ficarão completamente desorganizados, ainda e outra vez.
Parei numa época em que a distância entre mim e a felicidade é uma taça de amendoins. Descascados, se possível.
Parei numa época em que a distância entre mim e a felicidade é uma taça de amendoins. Descascados, se possível.
14 de Outubro de 2008
Vivo exactamente da mesma maneira que sempre tenho vivido. Não mudei nada.
Vivo em buracos de mundo, entre fantasias inócuas e infantis. Entre espaços de qualquer coisa, incoerentes, ilógicos; vivo nos intervalos impossíveis do que não quero ser. Vivo entre devaneios interrompidos do que os outros sentem.
Sou um intérprete de momentos, um imitador de ideologias, uma insignificância com identidade. Vivo porque é assim que sou: um “isto” sem asa para se agarrar.
Vivo de não viver de facto. Como naquele espaço morto das histórias, em que viramos páginas. Como quando levantamos a caneta e pomos os pontos nos ii.
O cão da casa branca com grades cinzentas é rafeiro e ridículo
Levanto-me; são duas da tarde. Vou fumar o cigarro do costume no sítio habitual. Há um cão, nesse sítio, que fica sempre especado, sentado, a olhar para mim enquanto fumo. Conversamos por telepatia. Hoje, eu e o cão estamos no mesmo ponto em que estávamos ontem à noite. Que é o ponto em que estávamos a semana passada. E na anterior. E na semana antes dessa. Exactamente iguais. Cada um à sua maneira, a tentar ainda ver as cores que decidimos atribuir ao mundo. Se é que, nessa matéria, o arbítrio é livre e tem algum peso no assunto. Dizem que os cães vêem a preto e branco.
Mas estamos na mesma, ele lá dentro e eu cá fora. Eu não trocava de lugar com ele. E, pior que isso, ele também não trocava de lugar comigo.
Hoje não dissemos nada um ao outro. A semana passada também não. Como na anterior, e na semana antes dessa. Olhamo-nos, simplesmente, com a certeza de que é assim. E que o que já foi já foi.
Mas estamos na mesma, ele lá dentro e eu cá fora. Eu não trocava de lugar com ele. E, pior que isso, ele também não trocava de lugar comigo.
Hoje não dissemos nada um ao outro. A semana passada também não. Como na anterior, e na semana antes dessa. Olhamo-nos, simplesmente, com a certeza de que é assim. E que o que já foi já foi.
Nada me preocupa
Por um lado, gostava de ter os mesmos lamentos e inquietações que tem a minha gata. Por outro, gosto de comer à mesa e do leite misturado com chocolate em pó.
Lembro-me que, talvez pela falta de sentido, talvez porque sim ou se calhar porque não, nada me preocupa. Se existe algo a preocupar-me, não deveria existir. No final serei sempre ridículo como sempre fui, provavelmente com menos dentes, a pele mais enrugada e um pouco menos de preocupações.
Lembro-me que, talvez pela falta de sentido, talvez porque sim ou se calhar porque não, nada me preocupa. Se existe algo a preocupar-me, não deveria existir. No final serei sempre ridículo como sempre fui, provavelmente com menos dentes, a pele mais enrugada e um pouco menos de preocupações.
Sonhos...
Não, eu nunca quis ser astronauta. Os meus sonhos sempre foram ridículos. Até os que tinha em criança. Nunca soube bem em que sonho estava. Nunca soube bem em que sonho queria estar. Bastava-me sonhar em paz...
Agora só me imagino a comer amendoins numa varanda qualquer com vista para a noite.
Agora só me imagino a comer amendoins numa varanda qualquer com vista para a noite.
Nome
"Coimbra, 8 de Junho de 2008,
Pensei durante o dia inteiro na melhor forma de levar a cabo a revolução interior que tanto exijo.
Resolvi começar por deitar fora as minhas pantufas velhas.
Vou sentir saudades do buraco que uma delas tinha no dedo grande do pé…"
As pantufas, as pantufas todas, aos pares, são feitas de desinteresse e desmotivação. São feitas daquele conforto quente que pensamos ter antes de irmos para a cama. Mas também são demasiado ridículas para aparecermos calçados nelas em fotos de família. Gosto de pantufas, até porque me é cómodo o domínio do ridículo.
Pensei durante o dia inteiro na melhor forma de levar a cabo a revolução interior que tanto exijo.
Resolvi começar por deitar fora as minhas pantufas velhas.
Vou sentir saudades do buraco que uma delas tinha no dedo grande do pé…"
As pantufas, as pantufas todas, aos pares, são feitas de desinteresse e desmotivação. São feitas daquele conforto quente que pensamos ter antes de irmos para a cama. Mas também são demasiado ridículas para aparecermos calçados nelas em fotos de família. Gosto de pantufas, até porque me é cómodo o domínio do ridículo.
O nome podia ser outro do género. Jackrabbit Slim's, Bada Bing!, Magnólia do Jardim da Frente, entre outras coisas que carregam em si a falta de sentido prático e o silêncio desconfortável que me caracterizam.
O nome é pouco importante. O resto também. O que me apetece dizer ninguém vai ouvir, de qualquer maneira. Mesmo nos dias em que não me lembrar. Sobretudo nesses. Sobretudo naqueles em que na memória não cabe mais que respirar e existir. Embora aí tenha alguma piada.
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