quinta-feira, 9 de agosto de 2012

5 de Dezembro de 2011

Há qualquer coisa de intenso em certas pessoas, que aprecio com a desconsciência de quem está bêbado. Qualquer coisa de ressonante nos outros que transforma o rigor da compreensão de mim próprio.
Perco a noção do ridículo quando admiro alguém com a razão de quem ama. Descalço-me do ego para me apaixonar. E quase tudo o que faço então é grotesco, quase tudo o que faço depois é cómico, é uma piscina de extravagâncias e uma sauna de exageros.
A paixão forte é um capricho de quem não tem problemas de fígado.
A paixão leve são dois 'shots' de vodka. Um para festejar e o outro para esquecer.

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