Escrever cartas não é uma forma de comunicação, é uma maneira saloia de estar sozinho. Mais que isso!, é uma maneira errada de estar sozinho. Das muitas que existem, das várias que conheço pessoalmente.
É uma parvoíce. Escrever, no geral, é uma parvoíce. Cartas muito mais. Arrependo-me sempre, embora com diferentes graus de certeza, de escrever o que quer que seja. Mas não tenho arrependimento maior e mais certo do que viver num mundo em que se escrevem cartas.
Vejo frustração nos carteiros e revolta nas caixas de correio. Os envelopes enojam-me e os selos pesam-me perto da alma.
Não volto a escrever uma carta que não seja para enviar em branco, como o que sinto, quando me sinto sozinho.
Hoje escrevi mil cartas. Vou telefonar ao destinatário a avisar que enviei e a perguntar se recebeu.
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