"Coimbra, 8 de Junho de 2008,
Pensei durante o dia inteiro na melhor forma de levar a cabo a revolução interior que tanto exijo.
Resolvi começar por deitar fora as minhas pantufas velhas.
Vou sentir saudades do buraco que uma delas tinha no dedo grande do pé…"
As pantufas, as pantufas todas, aos pares, são feitas de desinteresse e desmotivação. São feitas daquele conforto quente que pensamos ter antes de irmos para a cama. Mas também são demasiado ridículas para aparecermos calçados nelas em fotos de família. Gosto de pantufas, até porque me é cómodo o domínio do ridículo.
Pensei durante o dia inteiro na melhor forma de levar a cabo a revolução interior que tanto exijo.
Resolvi começar por deitar fora as minhas pantufas velhas.
Vou sentir saudades do buraco que uma delas tinha no dedo grande do pé…"
As pantufas, as pantufas todas, aos pares, são feitas de desinteresse e desmotivação. São feitas daquele conforto quente que pensamos ter antes de irmos para a cama. Mas também são demasiado ridículas para aparecermos calçados nelas em fotos de família. Gosto de pantufas, até porque me é cómodo o domínio do ridículo.
O nome podia ser outro do género. Jackrabbit Slim's, Bada Bing!, Magnólia do Jardim da Frente, entre outras coisas que carregam em si a falta de sentido prático e o silêncio desconfortável que me caracterizam.
O nome é pouco importante. O resto também. O que me apetece dizer ninguém vai ouvir, de qualquer maneira. Mesmo nos dias em que não me lembrar. Sobretudo nesses. Sobretudo naqueles em que na memória não cabe mais que respirar e existir. Embora aí tenha alguma piada.
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