terça-feira, 3 de abril de 2012

10 de Dezembro de 2011


Encantam-me, falo de deslumbramento até, as coisas simples que as pessoas de quem gosto fazem de forma natural. Aquelas que não se pensam nem se controlam. Aquelas... as espontâneas.
Renasce-me, ao observá-las, uma admiração fulgente pelo primitivo, e uma atracção insana pelo elementar. Admiro-lhes o que é diferente, sim, mas também os alicerces que o sustentam.
É difícil que em mim alguém se construa apenas de pirâmides enigmáticas ou de castelos de cartas ocultas. Eu gosto porque sim, porque essa é a minha maneira favorita de gostar. Se há, por um lado, o fascínio frágil pelo original, há, por outro, o magnetismo enérgico pela virtude íntegra do ordinário.
Hoje, foi porque sabe ler, tão só.

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