domingo, 12 de dezembro de 2021

GBP

Depois de ti, 
Meu mundo ficou colorido, 
Mudei minha imagem no espelho,
Agucei todos os meus sentidos.

Depois de ti,
Desenvolvi muito a empatia,
Julgo bem menos as pessoas, 
Agradeço mais, peço desculpas, 
Digo Bom Dia.

Depois de ti, 
Até me tornei tolerante,
Reconheço a beleza das pequenas coisas, 
Consigo parar respirar 
E esperar mais um instante.

Depois de ti, filha,
Dei valor ao meu redor,
Não perco mais tempo à toa...
Me tornei outra pessoa,
Ando devagar e bem diferente,
Alguém melhor e mais sorridente.





sexta-feira, 16 de julho de 2021

Take my hand


Take my whole life too, for i can't help falling in love with you.


sexta-feira, 25 de junho de 2021

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Em memória de todos...


... um vídeo que me foi dado a conhecer há muito tempo atrás.


?



terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Para quem gosta de merda está aqui um bom prato

É porventura a única frase que me apetece escrever no comentário final do meu currículo.

Esta é a décima entrada deste ano nesta página, cinco delas foram esta semana.
Não sei se isto revela transformação interior, despersonalização, superficialidade ou, no global, uma vida muito mais feliz com a pessoa que mais amo no mundo e que me permitiu sair da nuvem negra que me ocupava a mente desde que me lembro.
Sei que há um ano atrás decidi deixar de fumar e hoje comemorei um ano livre de tabaco. Oficialmente deixei hoje de ser dependente de nicotina. Por esse motivo, e porque a dificuldade do feito alcançado faz desta uma data festiva, decidi pegar num maço velho que há uns meses descobri lá em casa e vim para o Penedo da Saudade fumar um cigarrito. A ver o que é que acontece...

Sempre me achei talhado para coisas maiores que a mediania que ocupei na escala da vida. Sempre me achei mais inteligente e denso que aquilo que sou realmente. A minha ideia era errada. No fundo eu sabia disso mas agora já não me importo. Deixar de fumar tirou-me a única coisa que me fazia parecer intelectual e misterioso. Também não me importo.

Acho que sou feliz. Não tenho tempo para outro tipo de estados de espírito que exigem cuidado e tratamento egoísta.
Quero casar e ter filhos. Quero ver o Benfica e odiar o Sporting. Quero ir a casa dos meus amigos e voltar sóbrio.
Não quero morrer. Mas preocupa-me mais a morte em si do que aquilo que deixo por fazer. Não deixo nada feito mas também ninguém me deu tarefa nenhuma.

E agora vou-me embora porque estou aflito para mijar. Espero continuar vivo, por muitos anos, entre as duas próximas vezes que ocupe a casa de banho.
E sem fumar, pois os cigarros desta marca, para quem gosta de merda até nem são nada maus.

Ela ainda não sabia


sábado, 21 de dezembro de 2019

Há muito tempo que não sentia saudades


Não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador

Passei a minha adolescência a ler e o início da vida adulta a procurar na genialidade dos outros uma resposta para a minha infelicidade.
Aos 31 anos preciso de uma citação para pôr no currículo e não tenho nenhuma.
Estou completamente despersonalizado. Assim como assim, posso pôr uma frase do Confúcio que fica bem em qualquer contexto e a qualquer um.

O tempo passa depressa


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Not in Kansas

For the Earth has grown tired and all of your time has expired.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Esqueci-me outra vez o que é dobrada

Acho que é uma merda qualquer com feijões.

Light years

You were waiting outside for me in the sun
Laying down to soak it all in before we had to run
I was always ten feet behind you from the start
Didn't know you were gone 'til we were in the car
Oh, the glory of it all was lost on me
'Til I saw how hard it'd be to reach you
And I would always be light years, light years away from you
Light years, light years away from you
I thought I saw your mother last weekend in the park
It could've been anybody, it was after dark
Everyone was lighting up in the shadows alone
You could've been right there next to me, and I'd have never known
Oh, the glory of it all was lost on me
'Til I saw how hard it'd be to reach you
And I would always be light years, light years away from you
Light years, light years away from you
Light years, light years away from you
Light years, light years away from you.

Uma aluna pediu-me para lhe fazer uma dedicatória na fita da pasta, sem motivo aparente

Quando terminei o curso em 2013 imaginava muitas coisas diferentes do que consegui até hoje. Em quantidade não imaginava mais nem menos, em substância imaginava diferente.
Passados 6 anos aprendi que a pessoa que somos aos 24/25 é muito diferente, em potencial e em valor real, da que somos aos 30.
À medida que cresces a realidade afunila-se e o pensamento transforma-se. O problema do potencial é que não existe de facto, e entre o potencial e o factual está uma personalidade inteira de diferença.
Tu vais mudar Catarina, é certo, mas não percas o talento que tens.
Aproveita o talento para tratar bem os doentes. Eles gostam. Sê empática, fala com eles, pergunta-lhes o que fazem. Sorri-lhes e toca-lhes. Eles gostam. Não desvalorizes as suas queixas, enquadra-as num contexto.
Pergunta quando não souberes, sem medo. Quando souberes muito, e eu acredito que venhas a saber imenso, trata com carinho quem não souber. Não sejas arrogante, para ninguém, muito menos para colegas mais novos. Não inventes, ou melhor, inventa o suficiente.
Médicos há muitos, cada vez mais. Médicos bons teoricamente também. Faz a diferença naquilo que não se treina, a bondade.
Estuda. Estuda muito. Estuda mais ainda. Mas aproveita também para aprender a viver. Não faças do tempo o teu maior inimigo. Era o que eu faria se pudesse voltar atrás. É o que eu procuro fazer sempre que imagino o futuro.

Ouve The National.
Beijinho. Boa sorte.

José Pedro Leite
Medicina Interna :)

quinta-feira, 28 de março de 2019

sábado, 17 de novembro de 2018

sábado, 20 de outubro de 2018

Se o Richard Feynman morreu, porque não haveria eu de morrer também?
Resta-me a esperança na Bernardina...

Maravilhoso




Dei por mim a ver vídeos no youtube, a única coisa na vida em que me destaco, e reparei que assisti, em seguimento lógico de sugestões, aos dois extremos da inteligência humana.
Já conhecia ambos os vídeos mas fiquei novamente impressionado de igual modo para os dois. É delicioso.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

30

Os meus pais combinaram coisas comigo no dia em que fiz 30 anos. Os meus pais não apareceram.
Chorei compulsivamente, mas depois parei.

domingo, 1 de julho de 2018

Adoptei duas gatinhas. Deixei de fumar. Comecei a fazer exercício físico regular.
Agora só falta ser um gajo normal.
"Nós temos de aceitar o sofrimento, porque Jesus Cristo também sofreu." - disse uma velha de andarilho para outra de cadeira de rodas, em tom doutrinário.

Foda-se, que bonita mensagem.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Voltei a jogar LoL

E voltei a fumar um maço por dia.
A minha vida está bem encaminhada... :)

Lol


domingo, 29 de abril de 2018

quinta-feira, 29 de março de 2018

A Marta foi uma miúda da minha turma da primária até ao nono ano. Domingues, acho que é Domingues o apelido dela. A Marta lia montes de livros nos intervalos do recreio. Era muito boa a Português, ao contrário de mim, e sabia sempre a resposta quando a professora perguntava em voz alta o significado de determinada palavra.
Na terceira classe nunca fiz os trabalhos de casa, o ano inteiro. Certo dia, ao entregar as correcções do TPCs da véspera, tarefa sempre encarregue aos alunos, a Marta reparou que não me tinha entregue o meu caderno. Não mo tinha entregue porque eu não o tinha colocado na secretária da professora para ela o corrigir.
A Marta denunciou-me, faça cada um o juízo que melhor entender. A irmã Jacinta já era avançada na idade e, do que me é dado lembrar, não fez caso disso. Acho que não percebeu ou não quis perceber. Já estava velhinha.
Quando fizemos 15 anos passámos para o liceu e, como éramos do mesmo colégio, aproximámo-nos. A Marta apaixonou-se por mim. Um dia, no segundo período, convidou-me para almoçar. Fomos ao Mega Hamburguer, um restaurante do tempo em que Fast Food era uma expressão inglesa para quem não conhece a língua. Ela disse-me que gostava de mim e queria namorar, mas eu não a via da mesma forma. Para ficarmos em paz um com o outro, combinámos que aos 40 anos, se ambos estivéssemos sozinhos, voltaríamos a tentar namorar. Ela é que gostava de mim, mas eu aposto que sou o único a lembrar-me disto.
A Marta depois meteu-se na droga e fodeu com metade da escola. Era de Humanidades e talvez, à data, isso fosse critério de inclusão social. Ou então não fodeu com ninguém e sou eu que faço essa representação caricaturada da memória.
Faltam pouco mais de 10 anos e eu continuo a não gostar dela... E mesmo que gostasse só teríamos relações com preservativo. Não confio na malta de Humanidades, aquilo é cheio de vegetarianos.
Descobri esta música algures no final de 2011, num contexto próprio em que ela fazia sentido e numa realidade de vida longínqua com nome próprio.
Hoje é raro ouvi-la. Por vezes vou a conduzir e escolho-a quando me escorregam os dedos. Viajo sempre com prazer, no tempo e no coração. É bom, já são poucas as músicas que me oferecem isso e nem todas contam histórias bonitas.

Toothpick

Há uma entrada neste blog, uma referência a Family Guy já com alguns meses, que na altura gravei por associação mas a que dou cada vez mais valor.
Depois de jantarem num restaurante chique, o empregado oferece ao Peter um palito. Este pega nele e, interrogando-se, a medo, abre a boca grande mete-o devagarinho lá para dentro. A Lois diz-lhe, frustrada, que um palito não se usa assim, usa-se para palitar os dentes, como o nome indica. Parece inacreditável que tenham que lhe explicar como se usa um palito.
Resignado, Peter responde-lhe: "I have gaps in my knowledge, this is hardly news."

É exactamente como eu me sinto. Eu tenho falhas graves de conhecimento, a todos os níveis. Profissional, social, até das pequenas coisas do quotidiano que são banais ao resto das pessoas. Sejam nomes de comidas ou mesmo de objectos. E o pior é que não os memorizo por repetição. Isto é grave e ninguém acredita em mim. Ainda hoje ao jantar no café aqui do lado perguntei ao Sr. Amorim que pratos havia. Dobrada com feijões e espetada de carne. Pedi espetada porque não sei o que é dobrada. É triste, mas é verdade.

"I'll handle this. All right, here's what you're gonna do: skip the live music. Get yourself a room over at the Wickford Marina. Take her out on a balcony, point to any boat in the harbor, and tell her it's yours. Now, you got rubbers? Now that I'm a toothpick guy, I call 'em rubbers. Or you could just pull the hose out of the bucket and let it spray free."

Já pesquisei dobrada no google. Afinal sabia o que é.

terça-feira, 27 de março de 2018


Esta é, com grande probabilidade, a carta mais acertada que alguma vez me escreveram.
E é isto, no fundo. É isto. Amanhã levanto-me de manhã como se todo este suicídio cantado, este freakshow de vontades egoístas me fosse totalmente alheio. Amanhã de manhã quem for como eu não me pertence nem se me aproxima. Serei outra pessoa, num universo diferente desta bolha esquizóide que me corrói por dentro.
Está sempre lá, a puta da bolha, fechada algures a fumar cigarros.
Banalizei os cigarros como banalizei os falhanços repetidos de me adaptar aos outros.
E é isto, no fundo, é isto a esta hora e neste lugar já gasto de tanta banalidade.
Ninguém sabe disto, claro, quem soubesse acabaria por me odiar, mais cedo ou mais tarde. Eu sei, e odeio-me, mas só quando não parece.


"Tired and wired, we ruin too easy.
Sleep in our clothes and wait for winter to leave.
And I'll be with you, behind the couch
When they come on a different day, just like this one."

Eu

"Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere."

Eu!!! É isto que sinto que sou e que tão difícil me é explicar e fazer compreender, justamente porque sou assim, um rapaz rasca e foleiro, mal preparado e de conceitos sociais duvidosos. As pessoas não entendem porque eu não escrevo como o Mia Couto. Ser objecto da sua escrita já é, no entanto, de um certo valor acrescentado.
Hoje voltei a jogar Lol, um ano depois do último jogo. Voltei finalmente a conversar o Marrão. O Marrão é um amigo de infância, que Coimbra teve o carinho de não separar. O Marrão é mais uma das minhas representações platónicas de uma realidade infantilizada, de uma bolha pessoal que me separa do mundo em que estou mergulhado o resto do tempo.
O Marrão tinha deixado Coimbra para ir viver para Itália. Conheceu uma rapariga com quem vivia há dois anos perto de Roma. Ontem largou tudo e foi viver para Bristol. As coisas não estavam bem, ou estavam bem mas ele achou que não.
O Marrão suicidou-se de estar. Teve a coragem que vejo em todas as pessoas que não são como eu. Ele não é como eu. Tem uma bolha diferente.
Uma vez escrevi aqui um texto sobre ele, depois de uma conversa prolongada que tivemos sobre mim, intervencionada com imensos clichés e lugares comuns.
Foi bom saber que também eu, chamado a opinar, tenho os meus próprios recursos de frases feitas e doutrinas de generalidades a distribuir. O Marrão não sabe que agora estou aqui a escrever sobre ele. Tal como eu não sei se, naquele dia, ele não se recolheu num sítio qualquer de conforto próprio a sofrer por comparação e desvantagem como eu sofro agora.
Voltei a fumar. A única coisa verdadeiramente meritória que consegui na vida, deixar de fumar, perdeu-se nesta espiral de negativismo que me consome de forma tão descontrolada.
Acabei de comprar um maço de Camel activate. O tipo de tabaco de quem fuma para mostrar que fuma. Não é o caso. Os cigarros não sabem a nada, mas cheiram bem. Cheirá-los faz-me viajar. Não sei bem para onde, nem para que passado. Não sei em que passado quero estar, se chego mesmo a querer algum. Acho que a saudade que sinto é só a manifestação inadequada de que não estou bem comigo.
O meu passado envergonha-me, todo ele, mesmo aquele em que fui genuinamente feliz, mesmo que não tenha sido assim tão genuinamente como na altura parecia... A evidência do acontecido é mesmo isso.
Aqui estou eu, quase a dormir de pé, no Penedo da Saudade, a cheirar cigarros de forma perversa antes de os fumar. A assustar-me com um filha da puta que me apareceu de repente em frente ao carro, a olhar um infinito que ainda não percebi qual é. Aqui estou eu, na mesma posição, da mesma forma e com os vícios constantes dos últimos cinco anos, que são em tudo semelhantes às posições, formas e vícios que tive nos cinco anos anteriores, e nos outros tantos que os precederam.
É o meu canto de conforto e nada há de diferente que me sobre a força de fazer.


"This one's like the wilderness without the world. I'm gonna miss those longs nights with the windows open.
I keep re-reading the same lines always up at 5am every morning.
Like a baby"

domingo, 25 de março de 2018

Poopy face tomato nose

Back to the future.

Sold!!!, to the man with the excepcional beard

Now if I was old Ben, I would have cut my daddy's goddamn throat, and it wouldn't have taken me no fifty years to do it neither.
Me, I can't usually get them 'cause my girlfriend's a vegetarian, which pretty much makes me a vegetarian.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Reformem-me por a cabeça

Eu sou uma pessoa doente.


Well, come on inside and get yourself somethin' cool to drink.

Melodrama

This is the last time.
This is the last time.
We were so under the brine
We were so out of our minds
We were so under the brine
We were so vacant

quarta-feira, 21 de março de 2018

Ontem à noite vi um ouriço cacheiro. Não trocámos muitas ideias mas deu-me a sensação que ele se estava a cagar para mim.
Estás a ver António, o senhor doutor escreve como a Mónica.
Quem é a Mónica?
É a nossa netinha. Ela até escreve bem, mas escreve à esquerda. A gente bem tenta, mas ela não consegue.

Ocorreu-me daí um silêncio confuso e amorfo que não destoou da generalidade dos restantes momentos.

A minha canção favorita nunca se desactualiza

Oh, we're so disarming, darling, everything we did believe is diving, diving, diving, diving off the balcony.
Tired and wired, we ruin too easy. Sleep in our clothes and wait for winter to leave.

segunda-feira, 19 de março de 2018

domingo, 18 de março de 2018

Sobre o dia de hoje

Today you were far away, and I didn't ask you why. What could I say? I was far away. You just walked away, and I just watched you. What could I say? How close am I to losing you?

What we do in the shadows

"This is always rrreally scarrry parrt for me."

Claustrophobic turtle

I'm scared inside and i'm scared outside.


Acordei agora de um sonho estranho em que eu não tinha vergonha e ela tinha bigode. Já não sonhava assim há muito tempo. Ficou-me uma dormência da hemiface esquerda e o som repetido de um serviço de pratos na cabeça.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Someone send a runner for the feeling that i lost today

Estou doente, cada vez pior.
Hoje vi dez pessoas a tentar salvar a vida a uma mulher de 33 anos que é professora de ballet.
Não me fez bem.



quinta-feira, 15 de março de 2018

JS

"Regressados de uma viagem à Argentina e Bolívia, os meus cunhados María e Javier trazem-me o jornal Clarín de 30 de Agosto. Aí vem a notícia de que vai ser apresentada no Parlamento peruano uma nova lei de turismo que contempla a possibilidade de entregar a exploração de zonas arqueológicas importantes, como Machu Picchu e a cidadela pré-incaica de Chan Chan, a empresas privadas, mediante concurso internacional.
Clarín chama a isto «la loca carrera privatista de Fujimori». O autor da proposta de lei é um tal Ricardo Marcenaro, presidente da Comissão de Turismo e Tele-comunicações e Infra-Estrutura do Congresso peruano, que alega o seguinte, sem precisar de tradução: «En vista de que el Estado no ha administrado bien nuestras zonas arqueológicas - qué pasaría si las otorgaramos a empresas especializadas en esta materia que vienen operando en otros países con gran efectividad?» A mim parece-me bem. Privatize-se Machu Picchu, privatize-se Chan Chan, privatize-se a Capela Sixtina, privatize-se o Pártenon, privatize-se o Nuno Gonçalves, privatize-se a Catedral de Chartres, privatize-se o Descimento da Cruz de Antonio da Crestalcore, privatize-se o Pórtico da Glória de Santiago de Compostela, privatize-se a cordilheira dos Andes, privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for o diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... E, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos."
O ambiente de trabalho do portátil dela tem um fundo todo preto com imensos ícones de ficheiros aleatórios espalhados no ecrã que melhor será não comentar. Por detrás dos ícones, bem centrado na imagem, em letras brancas de tamanho adequado, diz algo que nunca vi antes: "Proibida a entrada a quem não se espanta de existir."

Como assim, proibida a entrada?

quarta-feira, 14 de março de 2018

Não é esta a canção

Sorrow found me when I was young
Sorrow waited, sorrow won
Sorrow, they put me on the pill
It's in my honey, it's in my milk
Don't leave my hyper heart alone on the water

Cover me in rag and bone and sympathy
'Cause I don't want to get over you
I don't want to get over you

Sorrow's my body on the waves
Sorrow's the girl inside my cake
I live in a city sorrow built
It's in my honey it's in my milk

Don't leave my hyper heart alone on the water
Cover me in rag and bone and sympathy
'Cause I don't want to get over you
I don't want to get over you

Don't leave my hyper heart alone on the water
Cover me in rag and bone and sympathy
'Cause I don't want to get over you
I don't want to get over you
À meia noite, sozinho, parei em frente a uma porta entreaberta de um prédio antigo na Rua dos Combatentes. Lá dentro estava tudo escuro, não sei se do contraste, não sei se de propósito. Não entrei, não sabia se haveria de entrar.
A minha música favorita seria a mesma se tivesse entrado. Mas a imagem ficou-me na cabeça o resto da viagem, pelo menos o resto da viagem. Era uma viagem, certo?

segunda-feira, 12 de março de 2018

É a rodar Nicolau, é a rodar

A rodar é mais difícil, assim também eu.

Em círculos é mais difícil.

sábado, 3 de março de 2018

domingo, 25 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Adeus, Sr. Silva.

Atropelaram o nosso gatinho.
Atropelaram o nosso gatinho.
Atropelaram o nosso gatinho.
O meu gatinho morreu.


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Youse are good kids

I ate three quarters of an Entenmann's strudel.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017


There are gaps in my memory

There are gaps in my knowledge. This is hardly news.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O Sr. Silva está crescido


Nobody else will be there, then

Crushed on the train
We'd stand by the window
Sweat through the hard parts of June
We hugged it out and ducked it on purpose
Nothing else I needed to do




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

sábado, 18 de novembro de 2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

We're half awake, in a fake empire

Hoje vi uma miúda da minha idade, com expectativa de vida inferior a seis meses, entrar no consultório com melhor estado de espírito e mais animada do que quem tem uma gripe. Ela acredita que com ela é que vai ser. Vai contrariar o mundo e vencer a doença; como acredita o doente seguinte, de 65 anos. Esse um pouco mais desanimado, que o ex-colega de quarto de hospital, com a mesmíssima doença, na altura todo vivaço e cheio de força, deixou-se ir.

"O pior é quando estes doentes se vão abaixo psicologicamente", disse-me ele. "Mas não vale a pena ficares a pensar nisso", disse-me ele.

Não pensemos nisso então. Não vale a pena.
Ocupemo-nos do que vale realmente a pena, assim repeditamente, até que o cansaço nos tome.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Now that's conversation worthy

Eu quero que as más línguas se fodam. Isto como ponto de partida.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Adoptei um gatinho da rua. É o Sr. Silva.

A todos os comentários do facebook

Sr. Rui de Abreu, não sou contra nem a favor do que escreveu, mas daqui de onde estou a ler deu-me a sensação de que você é um granda conas. Um forte abraço.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

domingo, 3 de setembro de 2017

O cão do meu vizinho morreu

Aquele grandalhão que assustava as pessoas na rua.

You have an eye for animals Lois, this horse is brain damaged.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Average dick club

Bem vistas as coisas, é sobre pilas medianas que se exageram os caprichos do mundo.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

5 meses

Desligaram as luzes do campo de santa cruz agora mesmo.
Desligaram as luzes do campo de santa cruz agora mesmo.
Saí de casa para desanuviar. Trouxe comigo uma água com gás, um cigarro e um isqueiro. Entornei a puta da garrafa por cima do cigarro e o isqueiro não funciona.
Desligaram as luzes do campo de santa cruz agora mesmo porque não está ninguém a jogar.
Que se foda, vou-me embora pra casa.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017


Tornei-me corriqueiro

A masterpiece is still a masterpiece when the lights are off and the room is empty.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

segunda-feira, 24 de julho de 2017

4 meses sem fumar


Eu nunca fui bom em nada, mas nisto estou de parabéns.

domingo, 23 de julho de 2017

Freddy's ribs

- You know i like to hear it.
- Perfection Freddy!

domingo, 16 de julho de 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sonhei. A minha irmã estava mais madura e a realidade também. Eu era menos estúpido mas um pouco mais obcecado. Depois perdi-a de vista e voltei a acordar.
Nada fazia sentido e eu faço anos no sábado.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!

terça-feira, 4 de julho de 2017

I wonder how many of you can remember the italian word for spoon

Há um sketch dos Monthy Phython sobre uma aula de italiano em que o único na sala que não vem de Itália é o professor.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

sábado, 24 de junho de 2017

quinta-feira, 8 de junho de 2017

segunda-feira, 29 de maio de 2017

terça-feira, 23 de maio de 2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017