Acho-a a segunda rapariga mais bonita e encantadora que já conheci, com a excepção óbvia, e pouco mais sei que o seu primeiro e último nome. Pouco mais sei de si que três ou quatro frases seguidas que trocamos ocasionalmente. A primeira, com a devida excepção óbvia, vi-a uma vez numa paragem de autocarro em 2009, em frente ao liceu de Coimbra. Voltei a vê-la num restaurante no início de 2013, no bairro Norton de Matos. Vi-a duas vezes apenas, duas vezes separadas por quatro anos e, ainda hoje, tenho as suas feições decoradas junto ao vale das recordações visuais a nunca perder.
Amanhã irá nascer como se nunca nos tivéssemos conhecido. Essa é a característica fundamental das paixões débeis, pararmos de gostar quando já não estamos apaixonados.
Tenho saudades da luz de fim-de-tarde e do vento a entrar pela tua janela alta, levando o fumo dos cigarros onde não devia.
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