segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Há um vídeo disto de 10 horas!!!!
Todos temos os momentos especiais de catarse contra alguma coisa. Pessoalmente, encontro-a com frequência em filmes e séries que me marcaram de algum modo. Faço rewinds e fastforwards à procura daquele trechozinho que me vem sempre à cabeça quando as circunstâncias o justificam. Envolvo-me como se eu próprio fizesse parte do enredo. Vibro, repito os diálogos e dou murros na mesa. Levanto-me, salto, faço movimentos de karaté e grito até me mandarem fazer pouco barulho. A transformação do Gohan contra o Cell... o "I am Maximus..." do Russell Crowe contra o Joaquin Phoenix... ou, porque não, aquele golo do Benfica contra o porto....
Assim como em tantas outras coisas na vida, todos temos os momentos de catarse intelectual. Um ponto de viragem de personalidade e de pensamento que acolhemos e reacolhemos em loop, numa meditação digna dos melhores monges budistas. Procuro-a amiúde nos locais do costume, da mesma forma, pelos mesmos propósitos.
Assim como em tantas outras coisas na vida, todos temos os momentos de catarse intelectual. Um ponto de viragem de personalidade e de pensamento que acolhemos e reacolhemos em loop, numa meditação digna dos melhores monges budistas. Procuro-a amiúde nos locais do costume, da mesma forma, pelos mesmos propósitos.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Sem título qualquer
"Anónimo asked: How do you get over lost love?
sometimes you don’t. sometimes you realize you have to let some things go in order to be happy at a certain time in your life. whichever the case, it does get easier. i can assure you dear, you’ll be alright."
sometimes you don’t. sometimes you realize you have to let some things go in order to be happy at a certain time in your life. whichever the case, it does get easier. i can assure you dear, you’ll be alright."
A ausência de maiúsculas é, de tudo, o que mais me retira conforto no futuro próprio.
O Natal
"Era a ocasião de estar alegre. Mas pesava-me qualquer coisa, uma ânsia desconhecida, um desejo sem definição, nem até reles. Tardava-me, talvez, a sensação de estar vivo. E quanto me debrucei da janela altíssima, sobre a rua para onde olhei sem vê-la, senti-me de repente um daqueles trapos húmidos de limpar coisas sujas, que se levam para a janela para secar, mas se esquecem, enrodilhados, no parapeito que mancham lentamente."
Eu não descreveria pior.
As coisas não são bem assim como pensas
Hoje vi dois filmes estúpidos tradicionais de dia de consoada.
There is something about Mary e Beethoven.
O primeiro é sobre uma rapariga cheia de tretas que não faz um caralho e que além de ser uma desocupada de primeira também mete nojo a tentar ajudar os deficientes. Depois tem meia dúzia de atrasados mentais que pensam que estão apaixonados por ela mas não querem aturar o irmão que é mongolóide e se está a cagar para eles todos. No final ela fica com o gajo que sempre gostou dela mas no início usava aparelho e no final consegue conquistá-la só porque disse umas palavrecas para boi dormir.
O segundo é sobre um cão de raça São Bernardo que todos querem foder mas que não faz mal a ninguém. Os filhos dos donos do cão passam-se dos cornos e fodem os que querem foder o cão. Fim.
É tudo uma questão de interpretação. Os filmes, as imagens, as músicas, as nossas escolhas e atitudes. O que interessa é como nos sentimos ou nos queremos sentir. Ou o que fingimos sentir. Ou quando sabemos à partida que é tudo uma grande merda mas não há volta a dar.
Se fico magoado? Claro que fico magoado. Se gostava que fosse diferente? Claro que gostava que fosse diferente, para um lado ou para o outro. Mas não é. Eu vou continuar a ter os mesmos comportamentos, a passar nos mesmos sítios, a ter as mesmas memórias e sentir a mesma coisa.
O final é sempre igual de qualquer das formas. Passarão sempre os mesmos filmes, com os mesmos moralismos da piça, como se isso fizesse alguma diferença.
Entretanto deve dar o Home Alone. Um filme sobre um miúdo malcriado que merecia dois pares de estalos e pais que vão de férias e se estão a cagar para ele. A casa onde vivem é assaltada por dois conas que no final vão para a cadeia.
"- Perguntar, o quê?… O que é que se pode perguntar das pessoas com palavras? O que vale a resposta que uma pessoa dá com palavras e não com a realidade da sua vida? - diz em voz baixa, com uma ênfase depreciativa, como se fizesse troça de si mesmo. - São poucas as pessoas cujas palavras correspondem por completo à realidade das suas vidas. Talvez seja esse o fenómeno mais raro na vida."
There is something about Mary e Beethoven.
O primeiro é sobre uma rapariga cheia de tretas que não faz um caralho e que além de ser uma desocupada de primeira também mete nojo a tentar ajudar os deficientes. Depois tem meia dúzia de atrasados mentais que pensam que estão apaixonados por ela mas não querem aturar o irmão que é mongolóide e se está a cagar para eles todos. No final ela fica com o gajo que sempre gostou dela mas no início usava aparelho e no final consegue conquistá-la só porque disse umas palavrecas para boi dormir.
O segundo é sobre um cão de raça São Bernardo que todos querem foder mas que não faz mal a ninguém. Os filhos dos donos do cão passam-se dos cornos e fodem os que querem foder o cão. Fim.
É tudo uma questão de interpretação. Os filmes, as imagens, as músicas, as nossas escolhas e atitudes. O que interessa é como nos sentimos ou nos queremos sentir. Ou o que fingimos sentir. Ou quando sabemos à partida que é tudo uma grande merda mas não há volta a dar.
Se fico magoado? Claro que fico magoado. Se gostava que fosse diferente? Claro que gostava que fosse diferente, para um lado ou para o outro. Mas não é. Eu vou continuar a ter os mesmos comportamentos, a passar nos mesmos sítios, a ter as mesmas memórias e sentir a mesma coisa.
O final é sempre igual de qualquer das formas. Passarão sempre os mesmos filmes, com os mesmos moralismos da piça, como se isso fizesse alguma diferença.
Entretanto deve dar o Home Alone. Um filme sobre um miúdo malcriado que merecia dois pares de estalos e pais que vão de férias e se estão a cagar para ele. A casa onde vivem é assaltada por dois conas que no final vão para a cadeia.
"- Perguntar, o quê?… O que é que se pode perguntar das pessoas com palavras? O que vale a resposta que uma pessoa dá com palavras e não com a realidade da sua vida? - diz em voz baixa, com uma ênfase depreciativa, como se fizesse troça de si mesmo. - São poucas as pessoas cujas palavras correspondem por completo à realidade das suas vidas. Talvez seja esse o fenómeno mais raro na vida."
sábado, 13 de dezembro de 2014
Wear a necklace of rope, side by side with me
Are you, are you
Coming to the tree?
Where they strung up a man they say who murdered three
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree
Are you, are you
Coming to the tree?
Where the dead man called out for his love to flee
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree
Are you, are you
Coming to the tree?
Where i told you to run so we'd both be free
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree
Coming to the tree?
Where they strung up a man they say who murdered three
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree
Are you, are you
Coming to the tree?
Where the dead man called out for his love to flee
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree
Are you, are you
Coming to the tree?
Where i told you to run so we'd both be free
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Just regular stand-up
Goofy voice: "I don't know what happened to my dreams, you know. I just like comin up here cuz its quiet, you know. I just stand here, and i think about what mite have been, yeah..."
Why does he have to mock me, anyways?
Why does he have to mock me, anyways?
Pentelhices II
Cold night, Pack of cigarettes. Stand-up up comedy videos. Nutella.
Porque é que os americanos quando fazem humor parecem sempre zangados a contar histórias?
Esta tarde vi o Tiago, o rapaz que me roubou a Sara, a minha primeira namorada, quando tinha 3 anos. Contei aos meus pais e eles riram-se, Não tem graça nenhuma. Se calhar o efeito é o mesmo...
Porque é que os americanos quando fazem humor parecem sempre zangados a contar histórias?
Esta tarde vi o Tiago, o rapaz que me roubou a Sara, a minha primeira namorada, quando tinha 3 anos. Contei aos meus pais e eles riram-se, Não tem graça nenhuma. Se calhar o efeito é o mesmo...
domingo, 7 de dezembro de 2014
Agora já ninguém lê, a não ser por engano
É mais complicado assim, mas o hábito da ideia e o tempo depois disso trarão conforto e outra solução se haverá de inventar.
Pentelhices
Uma tarde solarenga. Uma vista da cidade. Um maço de tabaco. Um livro de Lucky Luke.
Pode parecer uma canção do Pedro Abrunhosa mas não é mais que um sentimento forte de alguém que ainda se consegue sentir preenchido.
Pode parecer uma canção do Pedro Abrunhosa mas não é mais que um sentimento forte de alguém que ainda se consegue sentir preenchido.
domingo, 30 de novembro de 2014
Guimarães
Que cidade mágica!, que perfume emana e quanto lhe acrescentam as pessoas da terra.
Imaginei passeios românticos e caminhadas à noite pela baixa, sob proteção das muralhas. Imaginei bem, imaginei fortemente. A imaginação, quando poderosa, faz coisas bonitas e é o bastante para afagar a alma.
Imaginei passeios românticos e caminhadas à noite pela baixa, sob proteção das muralhas. Imaginei bem, imaginei fortemente. A imaginação, quando poderosa, faz coisas bonitas e é o bastante para afagar a alma.
Caos
A barra de volume do rádio novo não tem algarismos, por isso eu não consigo deixar o volume no 10 quando desligo o carro. :S
Espero que este facto não me traga consequências negativas de maior, e a vida possa continuar a decorrer suavemente, sem grandes intercorrências e tragédias por ele anunciadas.
Espero que este facto não me traga consequências negativas de maior, e a vida possa continuar a decorrer suavemente, sem grandes intercorrências e tragédias por ele anunciadas.
domingo, 23 de novembro de 2014
Rotundas e estacionamentos - ZM
Vendi o ZM!
E com ele os momentos e as intenções e as memórias conduzidas. A sua personalidade vincada, circular e estacionada, vendi-a! Vendi as pessoas que o guiaram, as que não guiaram, as que foram no pendura e as do banco de trás. Vendi os anos de faculdade, as viagens de férias, os pequenos amores e os grande amores. Os amores eternos e os que são mesmo eternos. E os que durarão mais que a eternidade, vendi-os também. Vendi metade da alma. Vendi o que me restava daquilo que já não era meu. Vendi os milhares de lágrimas que caíram nos estofos e os milhões de gargalhadas que soltei sozinho, desalmadamente, ao lembrar-me de coisas ao calhas. Tão desalmadamente como estou agora, tão ao calhas como o vendi.
E as vezes que dormi lá dentro à espera de uma solução mágica para o desespero. E os relatos do Benfica e o murros no volante com golos dos corruptos... Vendi tanta coisa que já nem sei se valerá a pena guardar o que ficou.
Não foi um bom negócio, não! foi o negócio possível! A vida é mesmo assim, aproveitar as oportunidades e rezar para não nos arrependermos. Se no arrependemos é uma merda, digo-o por experiência própria.
Mas pronto, dizem que Deus escreve direito por linhas tortas. Os que o dizem provavelmente serão os mesmos que falam aos gritos e entoam caralhadas de meia-noite no café. Eu vou meditar no oportunismo filosófico da primeira e lavar a alma, ou o que me resta dela, na assertividade brejeira da segunda.
E com ele os momentos e as intenções e as memórias conduzidas. A sua personalidade vincada, circular e estacionada, vendi-a! Vendi as pessoas que o guiaram, as que não guiaram, as que foram no pendura e as do banco de trás. Vendi os anos de faculdade, as viagens de férias, os pequenos amores e os grande amores. Os amores eternos e os que são mesmo eternos. E os que durarão mais que a eternidade, vendi-os também. Vendi metade da alma. Vendi o que me restava daquilo que já não era meu. Vendi os milhares de lágrimas que caíram nos estofos e os milhões de gargalhadas que soltei sozinho, desalmadamente, ao lembrar-me de coisas ao calhas. Tão desalmadamente como estou agora, tão ao calhas como o vendi.
E as vezes que dormi lá dentro à espera de uma solução mágica para o desespero. E os relatos do Benfica e o murros no volante com golos dos corruptos... Vendi tanta coisa que já nem sei se valerá a pena guardar o que ficou.
Não foi um bom negócio, não! foi o negócio possível! A vida é mesmo assim, aproveitar as oportunidades e rezar para não nos arrependermos. Se no arrependemos é uma merda, digo-o por experiência própria.
Mas pronto, dizem que Deus escreve direito por linhas tortas. Os que o dizem provavelmente serão os mesmos que falam aos gritos e entoam caralhadas de meia-noite no café. Eu vou meditar no oportunismo filosófico da primeira e lavar a alma, ou o que me resta dela, na assertividade brejeira da segunda.
sábado, 22 de novembro de 2014
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Paragráfico
Adie-se o chá das cinco e a conversa de circunstância. Fico feliz por vós. Moderadamente.
sábado, 15 de novembro de 2014
Não tenho preferência, desde que não sejam esses e esses e esses e esses
A bica e o cigarro custam basicamente o mesmo em todos os cafés da cidade, basta evitar aqueles que têm o sol de frente e lhes começa o dia ou a noite. Se disponibilizarem o jornal melhor ainda, desde que o possa ler do fim para o princípio.
Certo?
Todos temos pessoas com quem contactámos uma vez e ficámos pontualmente apaixonados.
A independência emocional e as ligações afectivas imaginárias tornam minhas as coisas que nunca o foram, ou que, tendo sido, tive que partilhar com outros como se eles fossem meus também.
A independência emocional e as ligações afectivas imaginárias tornam minhas as coisas que nunca o foram, ou que, tendo sido, tive que partilhar com outros como se eles fossem meus também.
MEC II
"Aprende-se muito sobre uma pessoa ou um povo quando se descobre o que lhes dá prazer. O exercício contrário – apurar como os enfurecer – é mais divertido e dá menos trabalho mas aprende-se menos.
Chatear um português nunca será muito diferente de chatear um ser humano. Mas dar-lhe um prazer particular – que outros povos não sentem – é acertar em cheio.
Quando se faz a um inglês ou a um americano uma pergunta cuja resposta é óbvia ("E ele aceitou os cem mil euros que ganhou?"), ele ou ela surpreende-se com a nossa estupidez e responde "of course" ou "what do you think?")
Eles ficam embarrassed com a nossa pergunta obtusa. Os portugueses, não. Deliram, tal é a alegria. Para nós, não há separação: há comunidade.
Pergunta-se (mesmo sinceramente) a um português: "E ele comeu os lagostins que lhe trouxeram ao preço das navalheiras?"
E ele responde, com êxtase empático: "Não! Chama-lhe parvo..."
O "não" é a ironia forçada e violenta dos portugueses que, por ser trocista, nem sequer tem direito a passar por sarcástico; muito menos irónico. A ironia juntamente com o irmão (o sentido de humor) são as maldições sem as quais todos os portugueses nascem abençoados.
O "chama-lhe parvo!" é a alegria de reconhecermos, em conjunto, que todos nós, por pouco oportunistas que sejamos, sabemos o que nos convém.
O prazer dos portugueses de responder "Não! Chama-lhe parvo!" é o raro prazer ontológico de dizer "Sim: é mesmo assim!"
Apesar de não sermos assim."
Chatear um português nunca será muito diferente de chatear um ser humano. Mas dar-lhe um prazer particular – que outros povos não sentem – é acertar em cheio.
Quando se faz a um inglês ou a um americano uma pergunta cuja resposta é óbvia ("E ele aceitou os cem mil euros que ganhou?"), ele ou ela surpreende-se com a nossa estupidez e responde "of course" ou "what do you think?")
Eles ficam embarrassed com a nossa pergunta obtusa. Os portugueses, não. Deliram, tal é a alegria. Para nós, não há separação: há comunidade.
Pergunta-se (mesmo sinceramente) a um português: "E ele comeu os lagostins que lhe trouxeram ao preço das navalheiras?"
E ele responde, com êxtase empático: "Não! Chama-lhe parvo..."
O "não" é a ironia forçada e violenta dos portugueses que, por ser trocista, nem sequer tem direito a passar por sarcástico; muito menos irónico. A ironia juntamente com o irmão (o sentido de humor) são as maldições sem as quais todos os portugueses nascem abençoados.
O "chama-lhe parvo!" é a alegria de reconhecermos, em conjunto, que todos nós, por pouco oportunistas que sejamos, sabemos o que nos convém.
O prazer dos portugueses de responder "Não! Chama-lhe parvo!" é o raro prazer ontológico de dizer "Sim: é mesmo assim!"
Apesar de não sermos assim."
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Legionella
A minha mãe está com medo da infeção. Está a desenroscar o chuveiro e a colocar lixívia na mangueira enquanto eu bebo café quente e escrevo coisas estúpidas.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
God loves everybody, don't remind me
Existem saudades. Existem saudades de ter saudades. Existe nenhuma das duas anteriores. A segunda é mais fácil de resolver que a primeira. E a terceira é mais difícil de resolver que as duas primeiras em conjunto.
Ok! A opinião é minha, os sentimentos são meus e as memórias também me pertencem. Assim está bem porque posso fingir que controlo tudo.
Horários trocados
Tem o seu quê de poético quando fumo um cigarro ao nascer do sol. Hoje esteve mais frio que ontem e mais nevoeiro que anteontem. Não faz mal porque o casaco tem bolsos e a minha gaveta dos gorros não é de difícil acesso.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
It was just a rib, a joke
Eu posso tolerar que a série acabe sem qualquer aviso prévio, que seja tudo desmontado em cima do joelho, sem qualquer densidade ou critério. Posso tolerar a morte de todos ou quase todos. Agora, aquilo que eu não consigo admitir, que me tira do sério, é que me privem desta personagem, sem justificação e sem sombra de arrependimento.
Foi mais uma desilusão. Daquelas que já se esperam, se é que isso tem sentido.
"Come on now, don't be a jaboney!"
Foi mais uma desilusão. Daquelas que já se esperam, se é que isso tem sentido.
"Come on now, don't be a jaboney!"
terça-feira, 28 de outubro de 2014
In the meantime, this is where i get off...
Há uma crónica impressão de estorvo em cada um dos ciclos que passam, nos lugares que habito, na pessoa do outro." (4ª feira, 7 de Dezembro de 2011)
Foda-se eu.
Não esperem por mim que se calhar já não vou
Esta versão é de uma música sobre saudade e sobre acontecimentos que ficaram por acontecer. Eu, por mim, gosto de fazer sempre as mesmas coisas, acontecer sempre da mesma forma. Canso-me menos e aborreço-me só o suficiente.
Há coisas que não se explicam
Hoje não foi mau, de modo nenhum, mas a merda do móvel não dá para tirar da sala. Juro que não percebo como é que o arrastei para lá.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Estou em casa outra vez
Lição da semana: nunca mais perguntar a um doente internado se sabe que dia é hoje.
Como é que era mesmo aquela anedota do burro a quem experimentaram dar cada vez menos comida, e quando estava quase desabituado de comer, morreu?
A minha mãe contava-me isso quando eu era miúdo mas de momento não me recordo.
Como é que era mesmo aquela anedota do burro a quem experimentaram dar cada vez menos comida, e quando estava quase desabituado de comer, morreu?
A minha mãe contava-me isso quando eu era miúdo mas de momento não me recordo.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Plegia
House of Cards, Boardwalk Empire, Homeland, True Detective. Uma excelente maneira de libertar a imaginação e as rédeas do corpo depois de levar uma injecção na medula que me impede de mexer as pernas e até de controlar os esfíncteres.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
sábado, 11 de outubro de 2014
Mórbido - adj. relativo a doença (ou algo doentio)
Há lá coisas engraçadas: o médico que me vai operar publica um vídeo da cirurgia que me vai fazer. Se não for pedir muito, posso só escolher outra música de fundo? Esta era a que queria deixar para o meu funeral.
Não
"Falar como dois amigos, brincar como duas crianças, discutir como namorados, proteger-se como dois irmãos e foder como estrelas porno... isto sim, é uma relação!"
terça-feira, 7 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Às vezes, não é sempre, naquele sítio, sou eu e o mundo
The latter being nothing but background noise.
Apartment story
Foi amanhã e fumou-se sempre um cigarro de cada vez, nada de precipitações. Dos da caixa vermelha que mau por mau que o mau seja bom.
sábado, 4 de outubro de 2014
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Touching
"Do you like poetry?"
"Yeah! Roses are red, Violets are blue, I wanna poke out your fuckin eyes with my dick,you fuck!"
"Yeah! Roses are red, Violets are blue, I wanna poke out your fuckin eyes with my dick,you fuck!"
5 foot 9 inches
The kind of guy that fucks a person in the ass and doesn't have the common courtesy to give her a reach-around.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Just don't do anything the good Lord wouldn't do
"It will take me a while to fix it. So if you boys like you can go on inside, get yourselves something to drink, wash up, fuck my wife, watch TV, anything you want. Mi casa es su casa."
Pleaserino
"Pleaseeeeee... Pleaserino."
Pleaserino, que palavra magicamente fofinha. Pleaserino. Não há como não aceder ao pedido, qualquer que ele seja.
Pleaserino, que palavra magicamente fofinha. Pleaserino. Não há como não aceder ao pedido, qualquer que ele seja.
Condolências aos condolentes
A propósito, a Dona Agostinha, a senhora do alzheimer, morreu.
Ela era fixe porque quando eu era pequenito ia para a capoeira dela e havia lá pombos mansos. Depois, ao fim da tarde, se fosse da vontade e conveniência dos mesmos, voavam em circuitos padronizados até se cansarem e voltarem a casa. Eu ficava a vê-los cá de baixo. Não me lembro se alguma vez algum me cagou em cima. É provável que não.
Ela era fixe porque quando eu era pequenito ia para a capoeira dela e havia lá pombos mansos. Depois, ao fim da tarde, se fosse da vontade e conveniência dos mesmos, voavam em circuitos padronizados até se cansarem e voltarem a casa. Eu ficava a vê-los cá de baixo. Não me lembro se alguma vez algum me cagou em cima. É provável que não.
MEC
"Os amigos nunca são para as ocasiões. Têm de ser inúteis. Isto é, bastarem, só por existir e, maravilhosamente, sobrarem-nos na alma só por quem e como são. O porquê, o onde e o quando não interessam. A amizade não tem ponto de partida, nem percurso, nem objectivo. É impossível lembrarmo-nos de como é que nos tornámos amigos de alguém ou pensarmos no futuro que vamos ter.
A glória da amizade é ser apenas presente. É por isso que dura para sempre; porque não contém expectativas nem planos nem ansiedade."
A glória da amizade é ser apenas presente. É por isso que dura para sempre; porque não contém expectativas nem planos nem ansiedade."
Moléculas de amor
#euamoobenfica #euestavalá
Estou apaixonado pelo Benfica. quero casar-me com o Benfica, quero ter filhos com o Benfica e quero que sejam do Benfica. Quando morrer quero continuar a ser do Benfica, senão não vale a pena morrer, não me convoquem para isso. Nem vale a pena sequer incomodarem-se com a minha morte.
Confissão
Hoje, à socapa e de forma sorrateira, escondi dois tapetes de rato que a minha tutora tinha no consultório dela. O meu tapete estava estragado e eu já não conseguia jogar com ele. Não me senti mal porque ela tinha praí 10 tapetes da propaganda médica naquela gaveta e nem sequer tem computador em casa, por isso nunca os iria utilizar. Provavelmente fiz-lhe um favor.
Eu, pelo menos, gosto de pensar assim. Gosto de me sentir o Robin Hood dos tapetes de rato.
Gosto de executar as minhas pérfidas malfeitorias e pensar que é por elas que nunca recebi prendas no Natal.
É um prazer raro, porém. Foi apenas a segunda coisa que roubei na vida. A primeira foi uma peça de Lego, ao André, na primária. Escondi-a debaixo da areia e depois levei-a para casa. Era tipo uma flor. Mas aí não foi muito bom porque sempre que brincava com os Legos olhava para a peçazita e sentia-me triste e arrependido. Nunca tive coragem de devolver a flor.
O André cresceu e é jogador amador de futebol americano. Nos entretantos, a minha mãe, que é conhecida da mãe dele (o que torna todo o esquema ainda mais arriscado), contou-me que ele teve uma grande depressão há uns anos. Sei que não foi pela flor mas ficou-me sempre aquele macaquinho na cabeça.
Acho que amanhã vou devolver os tapetes, não vá o diabo tecê-las.
Eu, pelo menos, gosto de pensar assim. Gosto de me sentir o Robin Hood dos tapetes de rato.
Gosto de executar as minhas pérfidas malfeitorias e pensar que é por elas que nunca recebi prendas no Natal.
É um prazer raro, porém. Foi apenas a segunda coisa que roubei na vida. A primeira foi uma peça de Lego, ao André, na primária. Escondi-a debaixo da areia e depois levei-a para casa. Era tipo uma flor. Mas aí não foi muito bom porque sempre que brincava com os Legos olhava para a peçazita e sentia-me triste e arrependido. Nunca tive coragem de devolver a flor.
O André cresceu e é jogador amador de futebol americano. Nos entretantos, a minha mãe, que é conhecida da mãe dele (o que torna todo o esquema ainda mais arriscado), contou-me que ele teve uma grande depressão há uns anos. Sei que não foi pela flor mas ficou-me sempre aquele macaquinho na cabeça.
Acho que amanhã vou devolver os tapetes, não vá o diabo tecê-las.
domingo, 28 de setembro de 2014
Uma ideia
"Preciso de viver mais, experimentar mais, arriscar mais. É necessário sair da zona de conforto para testar os limites e renovar o espírito constantemente."
Porque não experimentas comer um cagalhão?
Porque não experimentas comer um cagalhão?
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Cala-te Karl
28/02/2011, 20h:30m, depois de vir de férias -> RMN após 4 semanas: "Joelho direito: Derrame intra-articular extenso. O ligamento cruzado anterior apresenta extensas áreas de hipersinal no seu interior traduzindo rotura total. O menisco interno apresenta morfologia e dimensão normal. No menisco lateral verifica-se hipersinal em T1 na sua zona posterior, sugerindo longa rotura."
18/08/2014, 20h30m, depois de vir de férias -> RMN após 4 semanas: "Joelho esquerdo: Derrame intra-articular extenso. O ligamento cruzado anterior apresenta extensas áreas de hipersinal no seu interior traduzindo rotura pelo menos parcial. Os meniscos apresentam morfologia e dimensões normais. É aparente quisto de Baker com cerca de 4,5cm de maior eixo."
Com os melhores cumprimentos,
Sr. Dr. Radiologista.
A história repete-se, a primeira vez na forma de tragédia, a segunda vez de forma curiosa.
Espero, pelo menos, que curiosamente não sejam só as coisas más a repetir-se na minha vida.
Ok, here we go again, Mr. Crutch.!
18/08/2014, 20h30m, depois de vir de férias -> RMN após 4 semanas: "Joelho esquerdo: Derrame intra-articular extenso. O ligamento cruzado anterior apresenta extensas áreas de hipersinal no seu interior traduzindo rotura pelo menos parcial. Os meniscos apresentam morfologia e dimensões normais. É aparente quisto de Baker com cerca de 4,5cm de maior eixo."
Com os melhores cumprimentos,
Sr. Dr. Radiologista.
A história repete-se, a primeira vez na forma de tragédia, a segunda vez de forma curiosa.
Espero, pelo menos, que curiosamente não sejam só as coisas más a repetir-se na minha vida.
Ok, here we go again, Mr. Crutch.!
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Simplicidade
"Im angry, im very angry Ralph.You know, you can ball my wife if she wants you to. You can lounge around here on her sofa, in her ex-husband's dead-tech, post-modernistic bullshit house if you want to. But you do not get to watch my fucking television set."
Uma boa cena, com um diálogo inteligente, de um bom filme.
Não é difícil pôr-me feliz, e a televisão nem sequer era nada de especial.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
"Um gajo hoje em dia tem de ser artista!"
O vazio de conteúdo e a falta de sentido prático desta expressão, são directamente proporcionais ao génio que encerra. Está na moda ser assim!, e é a melhor maneira de passarmos por entre os pingos de chuva dos contenciosos.
Escondemo-nos detrás da falta de opiniões concretas a dar. Somos especialistas em generalidades. Dizemos banalidades burlescas e voltamos as costas, garbosos, distintos, joviais, consolados. Estamos apinhados, completos como se tivéssemos, mesmo agora, solucionado os males do corpo e da alma como quem bebe um copo de água. Obrigado a eu.
Sejamos habilidosos, como se exige hoje em dia.
Escondemo-nos detrás da falta de opiniões concretas a dar. Somos especialistas em generalidades. Dizemos banalidades burlescas e voltamos as costas, garbosos, distintos, joviais, consolados. Estamos apinhados, completos como se tivéssemos, mesmo agora, solucionado os males do corpo e da alma como quem bebe um copo de água. Obrigado a eu.
Sejamos habilidosos, como se exige hoje em dia.
I too, got a problem with small places.
Yet, all i got to do is lay in here and hold on to this motherfucker.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
A Brigitte...
Voltar a ler banda desenhada compulsivamente atinge o ponto de compensação quando recordo o Laércio. O Laércio!
O Laércio, como o Obélix, carrega aquele je ne sais quoi que me transforma por dentro. Tem uma maldade inocente, que existe e tem tanta beleza natural como qualquer outra maldade.
Discuta-se a futilidade, ambicione-se o desnecessário e mate-se pelo mais pueril de tudo, que nada tem tanta magia como aquela Número 1 que mais ninguém tem. E nunca estará nas nossas mãos senão aquele pouco tempo que não nos lembrámos sequer de contar.
Dominar os bruxedos, os maus olhados e as paixões não resolvidas é mais fácil se acompanharmos do Laércio. Misturem-se os pêlos de morcego ao bolor fresco e deixe-se marinar em saliva de dragão. O resto vem por si mesmo e com o savoir faire secreto de quem abomina expressões francesas.
Sobre a Brigitte não tenho nada que dizer.
O Laércio, como o Obélix, carrega aquele je ne sais quoi que me transforma por dentro. Tem uma maldade inocente, que existe e tem tanta beleza natural como qualquer outra maldade.
Discuta-se a futilidade, ambicione-se o desnecessário e mate-se pelo mais pueril de tudo, que nada tem tanta magia como aquela Número 1 que mais ninguém tem. E nunca estará nas nossas mãos senão aquele pouco tempo que não nos lembrámos sequer de contar.
Dominar os bruxedos, os maus olhados e as paixões não resolvidas é mais fácil se acompanharmos do Laércio. Misturem-se os pêlos de morcego ao bolor fresco e deixe-se marinar em saliva de dragão. O resto vem por si mesmo e com o savoir faire secreto de quem abomina expressões francesas.
Sobre a Brigitte não tenho nada que dizer.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
"As coisas são assim, e é assim que são. E assim seriam de igual modo mesmo que assim não fossem."
Ontem à noite, o caminho e a proporção que as coisas tomaram bateram-me com mais força do que eu poderia imaginar. É o que dá empurrar as decisões com a barriga distendida dos finos e das trivialidades. Mas as decisões não se tomam, vão-se tomando. E o que sinto não desaparece, acelera e vai desacelerando. A vida é mesmo assim e no fundo não aconteceu nada cujo oposto não fosse também de si inevitável. Tudo conforme previsto, portanto. Continuarei a tomar decisões e a procrastinar a senilidade de sentimentos sob a forma de comprimidos.
"Alistem-se e realistem-se, diziam eles."
segunda-feira, 17 de março de 2014
Rabbit of Caerbannog
Book of Armaments, Chapter 2, verses 9–21
"And Saint Attila raised the hand grenade up on high, saying, 'O Lord, bless this Thy hand grenade that with it Thou mayest blow Thine enemies to tiny bits, in Thy mercy.' And the Lord did grin and the people did feast upon the lambs and sloths and carp and anchovies and orangutans and breakfast cereals, and fruit bats and large chu (...) And the Lord spake, saying, 'First shalt thou take out the Holy Pin, then shalt thou count to three, no more, no less. Three shall be the number thou shalt count, and the number of the counting shall be three. Four shalt thou not count, neither count thou two, excepting that thou then proceed to three. Five is right out. Once the number three, being the third number, be reached, then lobbest thou thy Holy Hand Grenade of Antioch towards thy foe, who being naughty in My sight, shall snuff it.'
Há sempre algo, algures, que me vai fazer sempre sentir da mesma maneira, da mesma forma, em circunstâncias completamente diferentes daquilo que se passa comigo.
Não posso nunca perdê-lo!
"And Saint Attila raised the hand grenade up on high, saying, 'O Lord, bless this Thy hand grenade that with it Thou mayest blow Thine enemies to tiny bits, in Thy mercy.' And the Lord did grin and the people did feast upon the lambs and sloths and carp and anchovies and orangutans and breakfast cereals, and fruit bats and large chu (...) And the Lord spake, saying, 'First shalt thou take out the Holy Pin, then shalt thou count to three, no more, no less. Three shall be the number thou shalt count, and the number of the counting shall be three. Four shalt thou not count, neither count thou two, excepting that thou then proceed to three. Five is right out. Once the number three, being the third number, be reached, then lobbest thou thy Holy Hand Grenade of Antioch towards thy foe, who being naughty in My sight, shall snuff it.'
Há sempre algo, algures, que me vai fazer sempre sentir da mesma maneira, da mesma forma, em circunstâncias completamente diferentes daquilo que se passa comigo.
Não posso nunca perdê-lo!
Mais ou menos assim.
Tenho saudades. Tenho tantas saudades do que aconteceu. Tenho
saudades do que não aconteceu. Tenho saudades de coisas que eu próprio
imagino que pudesse ter acontecido. Tenho saudades do que imagino que
possa acontecer. E tenho saudades de coisas que podem não acontecer.
É impossível traduzir por palavras as putas das saudades de coisas que nunca tiveram tradução em nada. Foda-se! Que merda do caralho!
É impossível traduzir por palavras as putas das saudades de coisas que nunca tiveram tradução em nada. Foda-se! Que merda do caralho!
terça-feira, 11 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Publicar título
Acho que nunca me senti tão deprimido durante tanto tempo... Sinto-me tão triste, tão triste, tão triste que é difícil explicar por palavras. Por isso explico através de uma dança mental que mais ninguém pode ver, ou sequer imaginar. E não explico a ninguém, que isto é matéria duma tal abstração que nem eu próprio sei daquilo que estou a falar.
Há uma música que me ressoa permanentemente na cabeça. Essa música faz-me chorar. E essa também.
Há uma música que me ressoa permanentemente na cabeça. Essa música faz-me chorar. E essa também.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Coimbra, 23 de Abril de 2007
"O
que mais me distinguia do pato Donald era a sua licença legal para conduzir o
313 até onde a gasolina o levasse. Isso é passado, também já posso conduzir um
313 vermelho, só não posso levar sobrinhos atrás. A minha irmã ainda não tem
filhos. De resto, somos em tudo semelhantes:
infelizes, falhados nos objectivos e internamente endividados para com as
outras pessoas, o que nos chantageia ou desespera. E no entanto amamos… Amamos variadas formas diferentes de uma
mesma Margarida!"
Os anos passam e as personagens mudam. Sou mais Margarida do que Donald ou Gastão.
Os anos passam e as personagens mudam. Sou mais Margarida do que Donald ou Gastão.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Sopranos
Na representação imaginária do que se perdeu, e sendo materialista, caiu-me um braço. E eu não sou médico nem nunca estudei nem nada, mas acho que me caiu um braço.
quarta-feira, 5 de março de 2014
AC
"No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por génio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também."
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por génio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também."
Uma anemiazita ou coisa que o valha
"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas
Essas e o que falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço... "
sábado, 22 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Talentless forethoughts
Im glad u
know the kind of person u were dealing with, all this time.
The way i'd
put it, you were dealing with someone that's been deeply in love with u since
the very, very first moment he laid eyes on u.
No matter
what u may think, u didn't change a bit, not a fking bit. Ur still the same. I
kept imagining and planning a life with someone that has never existed.
It's sad, indeed. It
will be hard to forget and stop thinking about that person all the time. But i
can't do this anymore. I'm sorry, i really am. I love you, i always will. But i need
to sleep in peace with myself, and I'll finally be able to.
Sincerely,
The kind of
person u were dealing with all this time.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Desculpa
E um milhão de padres nossos, terços e novenas (um milhão de novenas!) à espera de um milagre ou de um corte com o tempo. Nunca senti saudades deste blogue. Nem sinto ainda, mas dói-me a garganta ou qualquer coisa perto daí. Assim como quem vai mas vira na primeira à direita.
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