Voltar a ler banda desenhada compulsivamente atinge o ponto de compensação quando recordo o Laércio. O Laércio!
O Laércio, como o Obélix, carrega aquele je ne sais quoi que me transforma por dentro. Tem uma maldade inocente, que existe e tem tanta beleza natural como qualquer outra maldade.
Discuta-se a futilidade, ambicione-se o desnecessário e mate-se pelo mais pueril de tudo, que nada tem tanta magia como aquela Número 1 que mais ninguém tem. E nunca estará nas nossas mãos senão aquele pouco tempo que não nos lembrámos sequer de contar.
Dominar os bruxedos, os maus olhados e as paixões não resolvidas é mais fácil se acompanharmos do Laércio. Misturem-se os pêlos de morcego ao bolor fresco e deixe-se marinar em saliva de dragão. O resto vem por si mesmo e com o savoir faire secreto de quem abomina expressões francesas.
Sobre a Brigitte não tenho nada que dizer.
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