Coimbra está cheia de lugares comuns à vista de qualquer um. Diferem entre entre nós mas nem todos sofrem a penitência de os sentir em excesso. Contamos histórias passadas no mesmo espaço físico em jantares e cafés, mas raramente uma história referente a um espaço físico aconteceu no mesmo lugar para todos os que a viveram.
O problema é que à maioria das pessoas falta-lhes um plano, uma teoria estratégica sobre o que lhes fazer depois de acabar. Alguns vão embora sem se despedir; outros, como eu, ficam à procura de coisas que já não têm forma nem corpo nem tempo certo.
Está nevoeiro, com um cheiro intenso a falta de soluções no Penedo da Saudade. Do mal o menos, antes isso que o cheiro a castanhas queimadas que desce no início da noite, com um ressoar natalóide de trazer os dedos à boca.
Hoje foi um dia de coragem e libertação. Cheguei mais cedo ao sítio do costume e aproveitei o nevoeiro como desculpa para as ilusões da óptica e da mente.
Agora vou comprar tabaco e fumar cigarros sossegado.
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