quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Dia 4

"Anónimo asked: How do you get over lost love?
sometimes you don’t. sometimes you realize you have to let some things go in order to be happy at a certain time in your life. whichever the case, it does get easier. i can assure you dear, you’ll be alright."
Sempre me intrigou quem terá feito esta pergunta.
Os sonhos voltaram por entre insónias tardias. Por vezes acordo e não consigo afirmar com certeza se algumas partes do meu passado existiram de facto ou se são produto da minha imaginação. Já experimentei estes sintomas antes: a incapacidade de distinguir claramente factos reais de conversivos; a ideação suicida inócua. Será esta a diferença entre estar medicado e não estar?
Estou a fazer mais por mim. Fui jantar a casa do meu caloiro e da namorada dele. Namoram há 4 anos e meio. São, ou transpareceram-no, um casal sólido. Senti-me acolhido, gostei. Ele tem um gira-discos e, durante a sobremesa, contemplou-me com alguns fados de Coimbra. Louve-se o esforço hercúleo que fiz para não chorar. Acho que consegui mas não tenho a certeza, estava meio com os copos.
Vou admirando com satisfação o sol de inverno, frio, que se faz bater na alta cidade entre as quatro e meia e as seis. É a minha ligação física com o passado e a dimensão de ternura que ficou por aí partilhada.
Hoje usei uma camisa aos quadrados abotoada até cima, estou prendado para as paneleirices.
Everything has gone south.

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