sábado, 28 de novembro de 2015
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Dia 8
Coimbra está cheia de lugares comuns à vista de qualquer um. Diferem entre entre nós mas nem todos sofrem a penitência de os sentir em excesso. Contamos histórias passadas no mesmo espaço físico em jantares e cafés, mas raramente uma história referente a um espaço físico aconteceu no mesmo lugar para todos os que a viveram.
O problema é que à maioria das pessoas falta-lhes um plano, uma teoria estratégica sobre o que lhes fazer depois de acabar. Alguns vão embora sem se despedir; outros, como eu, ficam à procura de coisas que já não têm forma nem corpo nem tempo certo.
Está nevoeiro, com um cheiro intenso a falta de soluções no Penedo da Saudade. Do mal o menos, antes isso que o cheiro a castanhas queimadas que desce no início da noite, com um ressoar natalóide de trazer os dedos à boca.
Hoje foi um dia de coragem e libertação. Cheguei mais cedo ao sítio do costume e aproveitei o nevoeiro como desculpa para as ilusões da óptica e da mente.
Agora vou comprar tabaco e fumar cigarros sossegado.
O problema é que à maioria das pessoas falta-lhes um plano, uma teoria estratégica sobre o que lhes fazer depois de acabar. Alguns vão embora sem se despedir; outros, como eu, ficam à procura de coisas que já não têm forma nem corpo nem tempo certo.
Está nevoeiro, com um cheiro intenso a falta de soluções no Penedo da Saudade. Do mal o menos, antes isso que o cheiro a castanhas queimadas que desce no início da noite, com um ressoar natalóide de trazer os dedos à boca.
Hoje foi um dia de coragem e libertação. Cheguei mais cedo ao sítio do costume e aproveitei o nevoeiro como desculpa para as ilusões da óptica e da mente.
Agora vou comprar tabaco e fumar cigarros sossegado.
domingo, 22 de novembro de 2015
Dia 7
Fui a Leiria mas entrei em casa, passei a porta e desapareci tão depressa como cheguei. Subi ao sótão, escolhi meia dúzia de livros, peguei no baú das recordações que há muito queria trazer para Coimbra, e vim embora sem dizer puto.
Os meus pais discutiam se a minha irmã deve ou não tomar olanzapina. A miúda começou a trabalhar e está completamente desequilibrada, é um facto. Mas já tem distonia e até acatísia. O meu pai tem razão, uma miúda não pode fazer neurolépticos, não pode! O zyprexa não é um rebuçado. Só têm três indicações razoáveis: a psicose maníaco-depressiva, a esquizofrenia e a agitação no idoso demente. E eu espero mesmo que não seja caso dos dois primeiros.
Quando vim para Coimbra acho que tive uma visão. Fiz inversão de marcha o mais rápido que pude, mas já não estava lá. Ou estou a tornar-me obsessivo ou a ficar psicótico. Sai um haldol intramuscular, se fizer o favor.
Recebi um doente na urgência vindo da França onde esteve internado por uma hépatopathie alcoolique avec d'encéphalopathie.
Hépatite alcóolique
Encéphalopathie alcóolique
Encéphalopathie hepatique
E assim sucessivamente, porque tem sempre piada dizê-lo com sotaque francês.
Os meus pais discutiam se a minha irmã deve ou não tomar olanzapina. A miúda começou a trabalhar e está completamente desequilibrada, é um facto. Mas já tem distonia e até acatísia. O meu pai tem razão, uma miúda não pode fazer neurolépticos, não pode! O zyprexa não é um rebuçado. Só têm três indicações razoáveis: a psicose maníaco-depressiva, a esquizofrenia e a agitação no idoso demente. E eu espero mesmo que não seja caso dos dois primeiros.
Quando vim para Coimbra acho que tive uma visão. Fiz inversão de marcha o mais rápido que pude, mas já não estava lá. Ou estou a tornar-me obsessivo ou a ficar psicótico. Sai um haldol intramuscular, se fizer o favor.
Recebi um doente na urgência vindo da França onde esteve internado por uma hépatopathie alcoolique avec d'encéphalopathie.
Hépatite alcóolique
Encéphalopathie alcóolique
Encéphalopathie hepatique
E assim sucessivamente, porque tem sempre piada dizê-lo com sotaque francês.
sábado, 21 de novembro de 2015
Dia 6
A sra morreu ao fim de quase 40 dias. Ninguém ligou patavina a isso. Eu também não. A miúda que trabalha comigo começou a chorar. Chora sempre que alguém agrava ou morre. Eu nunca a conforto.
O tempo voa, as circunstâncias mudam e a forma como o sentimos é invariavelmente mais distante e menos ridícula. Ridículo é de facto a palavra chave, sempre foi.
Um dia, nas habituais caminhadas que fazíamos, passámos por uma escadaria abandonada que quase cruza a alta e a baixa. Fiz um comentário absurdo sobre a eventualidade de alguém me empurrar por ali abaixo. Não só não me lembro da resposta como não me lembro de muitos pormenores que hoje gostaria de recordar, mas o meu comentário foi ridículo, isso foi.
Gosto de passear sozinho à noite e sentir o pulso paroxístico da cidade conforme os dias da semana.
Comigo isso não acontece, ocupo a mesma medianiazinha grosseira todos os dias. Não vivi o sofrimento atroz de forma tão brutal, não passei pelo revanchismo incompassável; e a indiferença perante a história tarde em ganhar o seu espaço e perpetuar-se.
É um castigo merecido mas era melhor que não fosse assim com tudo.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Dia 5
Voltei a adormecer esta manhã.
À noite fui jantar com uns internos do serviço. Nenhum fuma mas cravaram-me o tabaco todo. Eu adoro! Fumem, fumem todos, fumem muito, fumem mais ainda. Rebolem-se na mundanidade e aproveitem as coisas reles da vida. Eu também fumo, e deleito-me, foda-se!
Dói-me o peito, mas já não ligo.
Discuti com a minha mãe e não tive razão. Nunca tenho razão!
Nada de especial para contar, portanto.
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Dia 4
"Anónimo asked: How do you get over lost love?
sometimes you don’t. sometimes you realize you have to let some things go in order to be happy at a certain time in your life. whichever the case, it does get easier. i can assure you dear, you’ll be alright."
Sempre me intrigou quem terá feito esta pergunta.
Os sonhos voltaram por entre insónias tardias. Por vezes acordo e não consigo afirmar com certeza se algumas partes do meu passado existiram de facto ou se são produto da minha imaginação. Já experimentei estes sintomas antes: a incapacidade de distinguir claramente factos reais de conversivos; a ideação suicida inócua. Será esta a diferença entre estar medicado e não estar?sometimes you don’t. sometimes you realize you have to let some things go in order to be happy at a certain time in your life. whichever the case, it does get easier. i can assure you dear, you’ll be alright."
Sempre me intrigou quem terá feito esta pergunta.
Estou a fazer mais por mim. Fui jantar a casa do meu caloiro e da namorada dele. Namoram há 4 anos e meio. São, ou transpareceram-no, um casal sólido. Senti-me acolhido, gostei. Ele tem um gira-discos e, durante a sobremesa, contemplou-me com alguns fados de Coimbra. Louve-se o esforço hercúleo que fiz para não chorar. Acho que consegui mas não tenho a certeza, estava meio com os copos.
Vou admirando com satisfação o sol de inverno, frio, que se faz bater na alta cidade entre as quatro e meia e as seis. É a minha ligação física com o passado e a dimensão de ternura que ficou por aí partilhada.
Hoje usei uma camisa aos quadrados abotoada até cima, estou prendado para as paneleirices.
Everything has gone south.
Everything has gone south.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Dia 3
Sou um antimidas, um profeta da depressão crónica e do prolixismo de merda. Foda-se, que náusea do ser é esta que hoje me impede de dizer algo útil?
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Dia 2
Umas das poucas características de algum encanto que me resta é a de me rir com igual intensidade das mesmas coisas, repetidamente e até de forma algo pateta, como se o êxtase e o deslumbramento nunca terminassem. Rio-me pelos mesmos motivos, choro das mesmas memórias, bloqueio perante os mesmos desafios; Renovadamente, sem ponta palpável de evolução ou aprendizagem.
O primeiro maço de cigarros que comprei foi um SG Ventil, azul. Ainda não era proibida a venda de tabaco a menores de 18 anos e eu passei umas dez vezes de bicicleta pelo café que tinha máquina na esplanada. Fumei um cigarro e escondi o maço num arbusto atrás de casa. O pequeno delito desapareceu com a história. Foi assim com todas as paixões pelo futuro a dentro.
Anos mais tarde, passearíamos juntos pela rua dos arcos como dois quase estranhos que nunca chegámos a ser. Era de noite e eu usava gorro na altura. Ainda uso, quando calha, ou quando não calha mas está frio. Tiro sempre o gorro quando janto sozinho num café ou restaurante, que é quase sempre que uso gorro.
O primeiro maço de cigarros que comprei foi um SG Ventil, azul. Ainda não era proibida a venda de tabaco a menores de 18 anos e eu passei umas dez vezes de bicicleta pelo café que tinha máquina na esplanada. Fumei um cigarro e escondi o maço num arbusto atrás de casa. O pequeno delito desapareceu com a história. Foi assim com todas as paixões pelo futuro a dentro.
Anos mais tarde, passearíamos juntos pela rua dos arcos como dois quase estranhos que nunca chegámos a ser. Era de noite e eu usava gorro na altura. Ainda uso, quando calha, ou quando não calha mas está frio. Tiro sempre o gorro quando janto sozinho num café ou restaurante, que é quase sempre que uso gorro.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Dia 1
"Como suportar o tédio da vida?"
Avisaram-me durante muitos anos que seria patológico, talvez até perigoso. E quem sabe não seja verdade. Esta atitude permanente do "quero que se fodam tudo e todos" é confortável a curto prazo, claro que é. É melhor assim que guardar frustrações e raivas encapotadas que mais cedo ou mais tarde não vou conseguir controlar. Mas falta um projecto, um plano a médio prazo. E nesse plano, o quero que se fodam todos converge num toda a gente estima bem que eu me foda. Obviamente que toda a gente se estava a cagar para mim muito antes de eu me estar a cagar para eles. Mas isso não justifica e já nem sequer alivia.
Porventura é geral e eu sou demasiado limitado para o compreender. Toda a gente quererá que toda a gente se foda. Mas há quem consiga lidar com isso e não cair no poço onde estou enfiado.
O patológico não está só aí. Eu não sei explicar, não sei mesmo. Não só não sou nenhum Fernando Pessoa nem nenhum Hemingway (que, a propósito, quero que se fodam), como deixo muito a desejar às capacidades esperadas duma pessoa da minha idade e literacia. Parece que há uma névoa que não me deixa pensar ou agir. Confundo permanentemente a realidade com a imaginação e bloqueia-me a memória turva dos acontecimentos. Fica tudo às fatias. Não são alucinações nem delírios. É como se nada tivesse consequências. Não sei explicar, não consigo.
Assim não dá. A continuar assim vou acabar internado a vestir um roupão depois de almoço e a cravar cigarros à porta dum asilo. Tenho que fazer alguma coisa por mim.
Só tenho duas hipóteses, ou me mato, ou subo uns degraus na faixa de QI e aprendo a lidar com todos estes arrependimentos e frustrações e zangas e diálogos inacabados. As duas hipóteses não se cruzam, a não ser por incómodo ou coincidência oportuna.
Não há incondicionalismos em relação nenhuma, por isso esta lufada de auto-consciência tem de ser uma boa oportunidade para deixar de vez a ideia de que eu e o próprio espaço damos conta do recado sozinhos.
Avisaram-me durante muitos anos que seria patológico, talvez até perigoso. E quem sabe não seja verdade. Esta atitude permanente do "quero que se fodam tudo e todos" é confortável a curto prazo, claro que é. É melhor assim que guardar frustrações e raivas encapotadas que mais cedo ou mais tarde não vou conseguir controlar. Mas falta um projecto, um plano a médio prazo. E nesse plano, o quero que se fodam todos converge num toda a gente estima bem que eu me foda. Obviamente que toda a gente se estava a cagar para mim muito antes de eu me estar a cagar para eles. Mas isso não justifica e já nem sequer alivia.
Porventura é geral e eu sou demasiado limitado para o compreender. Toda a gente quererá que toda a gente se foda. Mas há quem consiga lidar com isso e não cair no poço onde estou enfiado.
O patológico não está só aí. Eu não sei explicar, não sei mesmo. Não só não sou nenhum Fernando Pessoa nem nenhum Hemingway (que, a propósito, quero que se fodam), como deixo muito a desejar às capacidades esperadas duma pessoa da minha idade e literacia. Parece que há uma névoa que não me deixa pensar ou agir. Confundo permanentemente a realidade com a imaginação e bloqueia-me a memória turva dos acontecimentos. Fica tudo às fatias. Não são alucinações nem delírios. É como se nada tivesse consequências. Não sei explicar, não consigo.
Assim não dá. A continuar assim vou acabar internado a vestir um roupão depois de almoço e a cravar cigarros à porta dum asilo. Tenho que fazer alguma coisa por mim.
Só tenho duas hipóteses, ou me mato, ou subo uns degraus na faixa de QI e aprendo a lidar com todos estes arrependimentos e frustrações e zangas e diálogos inacabados. As duas hipóteses não se cruzam, a não ser por incómodo ou coincidência oportuna.
Não há incondicionalismos em relação nenhuma, por isso esta lufada de auto-consciência tem de ser uma boa oportunidade para deixar de vez a ideia de que eu e o próprio espaço damos conta do recado sozinhos.
domingo, 15 de novembro de 2015
Dia 0
Nem todas as histórias têm um final feliz. Muitas não têm sequer final. São pentelhices proscritas e cinemas inabitáveis. Quando assim é lançamos uma cara de parvos, fingimos aquele ar incrédulo e ignorante de quem não percebe o que aconteceu. Àparte essas macacadas, eu quero é que o Mundo se foda!
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Eu. Não. Sei.
Parabéns pela tua vida Zé! Um sonho! Está toda a gente a bater palmas, és um sucesso internacional.
Parabéns!
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
LL
"One day you meet someone and for some inexplicable reason, you feel more connected to this stranger than anyone else--closer to them than your closest family. Perhaps this person carries within them an angel--one sent to you for some higher purpose; to teach you an important lesson or to keep you safe during a perilous time. What you must do is trust in them--even if they come hand in hand with pain or suffering--the reason for their presence will become clear in due time."
Though here is a word of warning--you may grow to love this person but remember they are not yours to keep. Their purpose isn't to save you but to show you how to save yourself. And once this is fulfilled; the halo lifts and the angel leaves their body as the person exits your life. They will be a stranger to you once more."
Though here is a word of warning--you may grow to love this person but remember they are not yours to keep. Their purpose isn't to save you but to show you how to save yourself. And once this is fulfilled; the halo lifts and the angel leaves their body as the person exits your life. They will be a stranger to you once more."
terça-feira, 10 de novembro de 2015
MM
"Gosto de pessoas que não escondem as suas fragilidades. Não precisam de usá-las na lapela do casaco, é claro, mas que não as escondam se calharem em conversa. Fobias, egoísmos, incompetências, doenças psiquiátricas, mendicidades, etc., são o melhor que temos para nos dar. Porque o mais é falso ou não é particularmente nosso. O Pierce Brosnan e a Tyra Banks não existem; a nouvelle cuisine é uma cagada; o Fernando Mendes e o peixe frito são mesmo muito bons. Sou muito melhor escritor do que o Hemingway. Quase toda a gente é muito melhor escritor do que o Hemingway. Não percam tempo com o Hemingway se tiverem uma bola, alguns amigos e um jardim onde jogarem. Não percam uma oportunidade de suar. O suor é sempre bom, a menos que se sue por dinheiro. Fumem. Fumem muito. Os dentes castanhos são melhores do que os brancos. Melhor do que os dentes castanhos só não ter dentes nenhuns mas ter quem nos corte maçãs e queijo da ilha aos bocados pequeninos. Que se foda o Hemingway."
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Impotência
Estou impotente. Sou impotente. Inclino o pescoço e fixo o vazio, de olhar apático, como se tivesse perdido tudo, quando na verdade a única coisa que perdi foi o que nunca tive. Coragem para desistir.
Impotência. Sim, impotência poderá ser, talvez, a palavra certa por hoje.
O isqueiro estava lá. Acho que me senti aliviado. Terá sido isso.
domingo, 8 de novembro de 2015
Eu. Não. Tenho. Opinião. Sobre. Nada. Nem. Quero. Ter.
Qual a real diferença prática entre um volto em branco, um voto nulo, e uma abstenção?
Se tivermos 51% de votos brancos ou nulos é forçada uma alteração constitucional por forma a alterar todo o sistema eleitoral/político/organizacional do nosso país? Ou é simplesmente um número alocado num rótulo diferente com impacto 0 no resultado final do ponto de vista da eleição dos deputados?
Se 99,9% dos eleitores fossem votar nulo ou em branco, isso mudava o facto de que os 0,1% que votassem em alguém ainda elegiam e formavam governo?
Abram os olhos, por favor… a história dos abstencionistas é que são os culpados é ridícula!
Eu sou abstencionista porque não acredito no nosso sistema político, organizacional e eleitoral. Ora, posta esta premissa, e sendo coerente com a minha posição, não posso ir participar em algo com o qual discordo fundamentalmente.
Não sou anarquista, nem sou alheado da situação ou desprovido de opinião. Isto sem qualquer ofensa a quem o seja, que está no seu direito. Só não percebo como é que, ainda hoje, a maioria das pessoas continua a olhar o abstencionismo duma forma persecutória, sem parar para pensar no que estão a dizer. Não percebem que estão iludidos pela opinião geral, formada em prol dos partidozecos todos que defendem, uns uns, outros outros. Estes mesmos partidos que, para continuar a manter as pessoas entorpecidas, lhes plantam estas ideias depois massificadas pelos media, mantendo-nos o foco desalinhado das reais questões que interessam discutir.
Se tivermos 51% de votos brancos ou nulos é forçada uma alteração constitucional por forma a alterar todo o sistema eleitoral/político/organizacional do nosso país? Ou é simplesmente um número alocado num rótulo diferente com impacto 0 no resultado final do ponto de vista da eleição dos deputados?
Se 99,9% dos eleitores fossem votar nulo ou em branco, isso mudava o facto de que os 0,1% que votassem em alguém ainda elegiam e formavam governo?
Abram os olhos, por favor… a história dos abstencionistas é que são os culpados é ridícula!
Eu sou abstencionista porque não acredito no nosso sistema político, organizacional e eleitoral. Ora, posta esta premissa, e sendo coerente com a minha posição, não posso ir participar em algo com o qual discordo fundamentalmente.
Não sou anarquista, nem sou alheado da situação ou desprovido de opinião. Isto sem qualquer ofensa a quem o seja, que está no seu direito. Só não percebo como é que, ainda hoje, a maioria das pessoas continua a olhar o abstencionismo duma forma persecutória, sem parar para pensar no que estão a dizer. Não percebem que estão iludidos pela opinião geral, formada em prol dos partidozecos todos que defendem, uns uns, outros outros. Estes mesmos partidos que, para continuar a manter as pessoas entorpecidas, lhes plantam estas ideias depois massificadas pelos media, mantendo-nos o foco desalinhado das reais questões que interessam discutir.
Half of something else
Hoje, na viagem para Leiria, lembrei-me de coisas interessantes para te dizer, mas na volta eram só parvoíces sem sentido nenhum.
Estou um pouco perdido. Mais do que nos meses anteriores. Não quero conversar com ninguém.
Acho que vou ficar aqui parado à espera que tudo se resolva, duma maneira ou de outra.
Estou um pouco perdido. Mais do que nos meses anteriores. Não quero conversar com ninguém.
Acho que vou ficar aqui parado à espera que tudo se resolva, duma maneira ou de outra.
sábado, 7 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Polícia Judiciária, está tudo preso!
Um gajo tem saudades da vida que tinha. Mas ver estes garotos todos fodidos a entrar na urgência às 3 e 4 horas da manhã agudiza-me o lado melancólico.
Ainda assim, o mundo não vai mudar por eu pensar mais nele.
Tudo a andar daqui pra fora seus cabrões!
Ainda assim, o mundo não vai mudar por eu pensar mais nele.
Tudo a andar daqui pra fora seus cabrões!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
domingo, 1 de novembro de 2015
Senso de contraditório
Acabei de acordar. Que puto de dia mais horrível, quase a chamar o suicídio. Desperta-me romantismos, ainda assim.
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