Hoje contou-me que a esposa lhe pediu o divórcio. Não sabe bem porquê. Sabe que há umas semanas que não estavam bem. Não sabe bem porquê.
Depois não há nada a acrescentar.
Este é o último post que faço neste blog. Estava a pensar guardar isso para a passagem de ano, como parte de um plano maior de reconquista e romance de filme parolo. Mas não faz sentido, estou cansado de falar sozinho.
Talvez em uma outra altura, num outro sítio, eu volte remendar linhas descosidas de todos os dias. Talvez em outra vida, sem tantos erros e tantas saudades. Talvez.
A vida é mesmo assim. Não é de mim. Não sou eu que sou especialmente bom ou especialmente mau. É mesmo assim, somos todos assim. É o que é, e o que já foi já foi.
Vou morrer como toda a gente. E alguém há-de sentir-me, no meu funeral ou num funeral parecido com o meu. Levarei tudo isto comigo como se nada disto se tratasse, ou como a mala fechada que vemos partir lentamente das cortinas sem culpa.
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