Sem encanto
Há algum pó que me apague?
Será solúvel e insosso?
Não imaginas como me odeio
Eu tento, mas não tenho encanto
Não encontro luz para me enfrentar
Sou invisível, sem valor
Tomei a medicação e desapareci
Descobri como não ter fé
Rebento pelas costuras
Agora sei o que é morrer
Não sou o que quero ser
Mas seria uma pena desperdiçar-me
Deixei rosas na prateleira
Podes ficar com as brancas, são as minhas favoritas
Põe as rosas num vaso
Quando morreres por dentro elas iluminarão o espaço
Não as regues mal, será um desperdício
Sem encanto
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