quarta-feira, 29 de abril de 2015
Vou voltar lá hoje outra vez
Fumar um cigarro, ouvir uma música sólida... Ainda acredito que repetir muitas vezes a mesma coisa faça o tempo voltar para trás ou desfaça o que já está feito.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Conjuga o verbo ouvir
- "Eu ouço..."
- "Osso é de roer."
Já morreu há muitos anos o Sr. Mário, nem me recordo bem da sua cara, para ser sincero. Era diabético e mais não sei quê...
- "Osso é de roer."
Já morreu há muitos anos o Sr. Mário, nem me recordo bem da sua cara, para ser sincero. Era diabético e mais não sei quê...
Nem tudo podem ser pesadelos
Sinto tantas saudades e tanta nostalgia dos anos em que esta música me entrou pela alma adentro e se agarrou ao inevitável com unhas e dentes. Quando a ouvir, estará sempre, por defeito, ligada a um sentimento ao lado. Num sonho qualquer, um dia destes, se haverá de acertar outra vez.
Outro pesadelo
Da varanda do meu quarto, como que por magia, era possível olhar para baixo e ver o quinto andar de um prédio onde supostamente ela viveria. E eu espreitava sempre com receio, como se alguém me fosse fazer mal. Ela não vivia lá, mas acordei com a ideia que sim. Agora já não me consigo lembrar. A verdade importa pouco, de facto.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Stand-up
Fui esta noite a um espectáculo de stand-up. Uma das perguntas que ele fazia, com o desenrolar do texto, era sobre o que preferíamos, o passado ou o futuro.
I dream in colours, i dream in numbers, i count them backwards.
I dream in colours, i dream in numbers, i count them backwards.
terça-feira, 21 de abril de 2015
Fora do contexto
Fora do contexto. É assim que me defino em três palavras. Não me recordo se cheguei a responder a essa pergunta, mas se algum dia voltar a jogar, tenho a resposta na ponta da língua.
domingo, 19 de abril de 2015
Um corropio
Sim, a minha vida é sempre um corropio.
O cheiro a Verão e a luz do fim-de-tarde dão-me saudades de muita coisa.
O cheiro a Verão e a luz do fim-de-tarde dão-me saudades de muita coisa.
domingo, 12 de abril de 2015
No comments, à la Euronews
Soube ontem que uma amiga minha de infância foi encontrada em coma, por ruptura de um aneurisma cerebral.
Cemitério de Pantufas
A Dona Hermínia ainda chora o marido que morreu há 13 anos. O problema é que olhamos para estes sentimentos com a compaixão possível, que é aquela de quem não faz a mínima ideia, porque não pode fazer, do que é morrer-nos alguém de dentro.
O outro problema, e este bem mais profundo do meu ponto de vista, é que eu vivo na ilusão hipócrita daquilo que tenho passado os últimos anos a criticar. Na ideia de miúda adolescente de que algures, sabe-se lá quando, irei conhecer uma princesa qualquer, de sorriso perfeito e pureza distinta, e iremos contar estrelas de papo para o ar num qualquer descampado à beira de um lago cristalino.
É verdade que é frequente apaixonar-me pelas princesas que passam por mim e idealizo na rua. Mas também é verdade que já tive uma princesa, já estive de papo para o ar (não num descampado, mas para o efeito vale do mesmo) e deitei tudo fora... porque a maior verdade é que julguei todas as ideias por infantis e imaturas. E talvez sejam, talvez sejam.
Mas a D. Hermínia ainda chora o marido. E eu sei, por experiência própria, que podemos amar profundamente quem já não vemos há muito tempo, e quem provavelmente não voltaremos a ver na vida. É o máximo de compaixão que me é dado ter, Dona Hermínia, desculpe.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Os dois pensamentos do dia
O eventual é demasiado pouco confundido com o inevitável.
Recordo-me apaixonado daquele vestido semi-transparente ao fundo das escadas. Eu, não o vestido.
Recordo-me apaixonado daquele vestido semi-transparente ao fundo das escadas. Eu, não o vestido.
terça-feira, 7 de abril de 2015
There is no Lou and there is no tavern
Acho que agora, em qualquer lugar do mundo para onde me possa mudar, a única coisa que deixo para trás é aquilo que está comigo. E isto, de graciosidade, tem zero, ou merda nenhuma.
Cover me in rag and bone sympathy
Os pressentimentos ao início parecem absurdos, mas depois vêm os sonhos que confundem o dia seguinte. De repente tudo dá lugar ao estranho. Assim mesmo, o estranho. Parece que tenho poderes, um dedo que adivinha. Preferia o teletransporte, as viagens no tempo, sei lá. O princípio básico desconfortável nunca mudaria, mas sempre se ganhava algo em utilidade.
Cortaram-me o cordão umbilical... e deixaram-no solto, pegajoso, sufocado, no chão daquela sala de partos, como uma simples peça anatómica nojenta que é.
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