segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

I don't have some way to put it, that's the way it is


Há um vídeo disto de 10 horas!!!!

Todos temos os momentos especiais de catarse contra alguma coisa. Pessoalmente, encontro-a com frequência em filmes e séries que me marcaram de algum modo. Faço rewinds e fastforwards à procura daquele trechozinho que me vem sempre à cabeça quando as circunstâncias o justificam. Envolvo-me como se eu próprio fizesse parte do enredo. Vibro, repito os diálogos e dou murros na mesa. Levanto-me, salto, faço movimentos de karaté e grito até me mandarem fazer pouco barulho. A transformação do Gohan contra o Cell... o "I am Maximus..." do Russell Crowe contra o Joaquin Phoenix... ou, porque não, aquele golo do Benfica contra o porto....
Assim como em tantas outras coisas na vida, todos temos os momentos de catarse intelectual. Um ponto de viragem de personalidade e de pensamento que acolhemos e reacolhemos em loop, numa meditação digna dos melhores monges budistas. Procuro-a amiúde nos locais do costume, da mesma forma, pelos mesmos propósitos.


Shoot em up


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A minha vizinha ofereceu-me um isqueiro


Fumem-se cigarros naquela rua ou nas ruas à volta da mesma.

Sem título qualquer

"Anónimo asked: How do you get over lost love?
sometimes you don’t. sometimes you realize you have to let some things go in order to be happy at a certain time in your life. whichever the case, it does get easier. i can assure you dear, you’ll be alright."

A ausência de maiúsculas é, de tudo, o que mais me retira conforto no futuro próprio.

O Natal

"Era a ocasião de estar alegre. Mas pesava-me qualquer coisa, uma ânsia desconhecida, um desejo sem definição, nem até reles. Tardava-me, talvez, a sensação de estar vivo. E quanto me debrucei da janela altíssima, sobre a rua para onde olhei sem vê-la, senti-me de repente um daqueles trapos húmidos de limpar coisas sujas, que se levam para a janela para secar, mas se esquecem, enrodilhados, no parapeito que mancham lentamente."

Eu não descreveria pior.

As coisas não são bem assim como pensas

Hoje vi dois filmes estúpidos tradicionais de dia de consoada.
There is something about Mary e Beethoven.
O primeiro é sobre uma rapariga cheia de tretas que não faz um caralho e que além de ser uma desocupada de primeira também mete nojo a tentar ajudar os deficientes. Depois tem meia dúzia de atrasados mentais que pensam que estão apaixonados por ela mas não querem aturar o irmão que é mongolóide e se está a cagar para eles todos. No final ela fica com o gajo que sempre gostou dela mas no início usava aparelho e no final consegue conquistá-la só porque disse umas palavrecas para boi dormir.
O segundo é sobre um cão de raça São Bernardo que todos querem foder mas que não faz mal a ninguém. Os filhos dos donos do cão passam-se dos cornos e fodem os que querem foder o cão. Fim.

É tudo uma questão de interpretação. Os filmes, as imagens, as músicas, as nossas escolhas e atitudes. O que interessa é como nos sentimos ou nos queremos sentir. Ou o que fingimos sentir. Ou quando sabemos à partida que é tudo uma grande merda mas não há volta a dar.
Se fico magoado? Claro que fico magoado. Se gostava que fosse diferente? Claro que gostava que fosse diferente, para um lado ou para o outro. Mas não é. Eu vou continuar a ter os mesmos comportamentos, a passar nos mesmos sítios, a ter as mesmas memórias e sentir a mesma coisa.
O final é sempre igual de qualquer das formas. Passarão sempre os mesmos filmes, com os mesmos moralismos da piça, como se isso fizesse alguma diferença.

Entretanto deve dar o Home Alone. Um filme sobre um miúdo malcriado que merecia dois pares de estalos e pais que vão de férias e se estão a cagar para ele. A casa onde vivem é assaltada por dois conas que no final vão para a cadeia.

"- Perguntar, o quê?… O que é que se pode perguntar das pessoas com palavras? O que vale a resposta que uma pessoa dá com palavras e não com a realidade da sua vida? - diz em voz baixa, com uma ênfase depreciativa, como se fizesse troça de si mesmo. - São poucas as pessoas cujas palavras correspondem por completo à realidade das suas vidas. Talvez seja esse o fenómeno mais raro na vida."

Roer as unhas e ter palpitações

Escolhi a especialidade.
Estou assustado.
É Natal.
Foda-se.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Wear a necklace of rope, side by side with me

Are you, are you
Coming to the tree?
Where they strung up a man they say who murdered three
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree

Are you, are you
Coming to the tree?
Where the dead man called out for his love to flee
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree

Are you, are you
Coming to the tree?
Where i told you to run so we'd both be free
Strange things did happen here
No stranger would it be
If we met at midnight in the hanging tree

Bêbado, não charrado


Foggy, clouded, blurred, dimmed mind!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Just regular stand-up

Goofy voice: "I don't know what happened to my dreams, you know. I just like comin up here cuz its quiet, you know. I just stand here, and i think about what mite have been, yeah..."

Why does he have to mock me, anyways?

Pentelhices II

Cold night, Pack of cigarettes. Stand-up up comedy videos. Nutella.

Porque é que os americanos quando fazem humor parecem sempre zangados a contar histórias?
Esta tarde vi o Tiago, o rapaz que me roubou a Sara, a minha primeira namorada, quando tinha 3 anos. Contei aos meus pais e eles riram-se, Não tem graça nenhuma. Se calhar o efeito é o mesmo...

domingo, 7 de dezembro de 2014

Agora já ninguém lê, a não ser por engano

É mais complicado assim, mas o hábito da ideia e o tempo depois disso trarão conforto e outra solução se haverá de inventar.

Pentelhices

Uma tarde solarenga. Uma vista da cidade. Um maço de tabaco. Um livro de Lucky Luke.
Pode parecer uma canção do Pedro Abrunhosa mas não é mais que um sentimento forte de alguém que ainda se consegue sentir preenchido.