quinta-feira, 30 de julho de 2015

Noc noc noc

Aquilo em que é mais evidente a quebra da medicação são as compulsões obsessivas que não me largam. Há sempre qualquer coisa à minha volta que me incomoda e me perturba a concentração. Sejam as coisas fora do sítio ideal, as listas imaginárias de tarefas por acabar, os compromissos assumidos a confundir-me no tempo próprio. É tão perturbador que às vezes vou ao frigorífico e como coisas que não gosto só para não se estragarem ou não estarem a desarrumar o espaço.
Devo ser a única pessoa do mundo que tem mais satisfação em ver o frigorífico vazio do que cheio.

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