segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016


A Rita fez anos ontem. Hoje não mantenho contacto com nenhuma das pessoas de quem gosto ou gostei. Sou um rapaz estranho. Mas ser odiável é uma forma de estranheza sem pertença semântica.
Uma rapariga que conheci há pouco mais de um mês convidou-me para tomar café e dar um passeio por Coimbra. Sem motivo particular. Decidi ir, sem razão do contrário. Não é fácil tirar-me de casa a um Domingo, muito menos de dia.
Sentámo-nos num café e falámos de coisas sem relevância. Depois passeámos pela alta cidade. Comentei os lugares e as memórias e aquilo que tudo seria de facto se não fosse eu a comentar.
"És tão estranho.", acho que mo disse mais de dez vezes em menos de três horas.
O leitor de música do carro passava The National. Ela tem uma música favorita e não se lembra do nome. Qualquer coisa sobre uma parede alta.
Foi bom, contra as minhas expectativas. Conversar sobre coisas que me pertencem não foi tão horrível quanto se podia prever.


sábado, 20 de fevereiro de 2016

"She was always insanity done in good taste."




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

"Well, technically speaking, the operation is brain damage, but it's on a par with a night of heavy drinking. Nothing you'll miss."

Vem-me vastas vezes à memória aquele maço de tabaco verde em que ele pegou ainda dentro do carro. Nunca descobri de que marca era. Não reparei na altura. Estava muito mais nervoso que eu. Lembro-me que fumou 3 ou 4 cigarros em 10 minutos. Gostei disso.
"Dói-me a cabeça, e isto quer dizer que tenho consciência de uma ofensa que a matéria me faz, e que, porque como todas as ofensas, me indigna, me predispõe para estar mal com toda a gente, incluindo a que está próxima porém me não ofendeu.
O meu desejo é de morrer, pelo menos temporariamente, mas isto, como disse, só porque me dói a cabeça. (...)
Dói-me a cabeça porque me dói a cabeça. Dói-me o universo porque a cabeça me dói. Mas o universo que realmente me dói não é o verdadeiro, o que existe porque não sabe que existo, mas aquele, meu de mim, que, se eu passar as mãos pelos cabelos, me faz parecer sentir que eles sofrem todos só para me fazerem sofrer."

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

"You future ditch digging piece of shit. I hate you so much. I hate you so much that i'm gonna fuck your mom and not call her. I'm gonna ruin her summer. I'm gonna fuck your mom twice and then never call her.
And i don't know about your dad cuz he ran out on you, but i'm gonna find him, him gonna turn myself gay and i'm gonna fuck him too. I'm gonna suck his dick so good that he just has to change his whole life. I'm gonna move into a place with him in the village for a couple of months, he'll cut off ties to his whole life. 
And then i'll go to some Christian Turn You Not Gay place and i'll come back and say "Screw you faggot" to make him feel bad inside, like what has he done?!"

Odeio toda a gente. Não há uma única pessoa, com quem tenha contactado ou contacte diariamente, que não odeie visceralmente.
Talvez isto queira dizer alguma coisa. Talvez um dia ganhe coragem.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

domingo, 14 de fevereiro de 2016

"you had a crying bench and it was by a bridge and
the bridge was over a river and you sat on the crying
bench every night and wept for the lovers who had
hurt and forgotten you. I wrote back but never
heard again. a friend wrote me of your suicide
3 or 4 months after it happened. if I had met you
I would probably have been unfair to you or you
to me. it was best like this."


Feliz dia de São Valentim, Zé Pedro.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

"I don't care, i can't be hurt. I can't be. I'm 45 yo. It's like you can't jerk off to the same picture more than 3 or 4 times. Then it becomes nothing more than just a piece of paper. That's how all my feelings are now. Thats how all my emotions and impulses are. Believe me, i know about that, i've done that. It's fine."