Book of Armaments, Chapter 2, verses 9–21
"And Saint Attila raised the hand grenade up on high, saying, 'O Lord, bless this Thy hand grenade that with it Thou mayest blow Thine enemies to tiny bits, in Thy mercy.' And the Lord did grin and the people did feast upon the lambs and sloths and carp and anchovies and orangutans and breakfast cereals, and fruit bats and large chu (...) And the Lord spake, saying, 'First shalt thou take out the Holy Pin, then shalt thou
count to three, no more, no less. Three shall be the number thou shalt
count, and the number of the counting shall be three. Four shalt thou
not count, neither count thou two, excepting that thou then proceed to
three. Five is right out. Once the number three, being the third number,
be reached, then lobbest thou thy Holy Hand Grenade of Antioch towards
thy foe, who being naughty in My sight, shall snuff it.'
Há sempre algo, algures, que me vai fazer sempre sentir da mesma maneira, da mesma forma, em circunstâncias completamente diferentes daquilo que se passa comigo.
Não posso nunca perdê-lo!
segunda-feira, 17 de março de 2014
Mais ou menos assim.
Tenho saudades. Tenho tantas saudades do que aconteceu. Tenho
saudades do que não aconteceu. Tenho saudades de coisas que eu próprio
imagino que pudesse ter acontecido. Tenho saudades do que imagino que
possa acontecer. E tenho saudades de coisas que podem não acontecer.
É impossível traduzir por palavras as putas das saudades de coisas que nunca tiveram tradução em nada. Foda-se! Que merda do caralho!
É impossível traduzir por palavras as putas das saudades de coisas que nunca tiveram tradução em nada. Foda-se! Que merda do caralho!
terça-feira, 11 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
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Acho que nunca me senti tão deprimido durante tanto tempo... Sinto-me tão triste, tão triste, tão triste que é difícil explicar por palavras. Por isso explico através de uma dança mental que mais ninguém pode ver, ou sequer imaginar. E não explico a ninguém, que isto é matéria duma tal abstração que nem eu próprio sei daquilo que estou a falar.
Há uma música que me ressoa permanentemente na cabeça. Essa música faz-me chorar. E essa também.
Há uma música que me ressoa permanentemente na cabeça. Essa música faz-me chorar. E essa também.
sexta-feira, 7 de março de 2014
Coimbra, 23 de Abril de 2007
"O
que mais me distinguia do pato Donald era a sua licença legal para conduzir o
313 até onde a gasolina o levasse. Isso é passado, também já posso conduzir um
313 vermelho, só não posso levar sobrinhos atrás. A minha irmã ainda não tem
filhos. De resto, somos em tudo semelhantes:
infelizes, falhados nos objectivos e internamente endividados para com as
outras pessoas, o que nos chantageia ou desespera. E no entanto amamos… Amamos variadas formas diferentes de uma
mesma Margarida!"
Os anos passam e as personagens mudam. Sou mais Margarida do que Donald ou Gastão.
Os anos passam e as personagens mudam. Sou mais Margarida do que Donald ou Gastão.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Sopranos
Na representação imaginária do que se perdeu, e sendo materialista, caiu-me um braço. E eu não sou médico nem nunca estudei nem nada, mas acho que me caiu um braço.
quarta-feira, 5 de março de 2014
AC
"No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por génio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também."
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por génio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também."
Uma anemiazita ou coisa que o valha
"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas
Essas e o que falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço... "
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